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Política - Nacional

Secretário é preso por torturar mendigos


Agência O Globo RIO - O secretário municipal de Segurança Pública de Paranaguá, no Paraná, Álvaro Domingues Neto, e outros quatro guardas municipais foram presos, no início da noite desta segunda-feira, acusados de tortura e abuso de autoridade contra mendigos que ficavam nas ruas da cidade. De acordo com inquérito concluído pela Polícia Civil do Paraná, eles retiravam esses moradores das ruas da cidade, os torturavam e os abandonavam em vias públicas de um bairro da periferia de Curitiba, e também na cidade de Registro, no estado de São Paulo. Outros três guardas municipais que teriam participado dos crimes ainda são procurados pela polícia. De acordo com o delegado Valmir Soccio, titular da Delegacia de Paranaguá, as investigações começaram em março deste ano. O padre da cidade, Adelir Antonio de Carli, denunciou a prática dos guardas municipais para o Ministério Público Estadual, que repassou as investigações do caso para Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná. As investigações apontaram que, no dia 25 de março de 2006, uma equipe da Guarda Municipal, chefiada pelo agora secretário, teria "recolhido" sete moradores de rua, os colocado em uma "van" e uma camionete justificando que os mandariam a um albergue fora da cidade. Pela gravidade das denúncias, o caso foi repassado para um delegado da Divisão Policial do Interior designado especialmente para concluir as investigações. Segundo o relatório prévio, feito pelo DPI, o secretário municipal Álvaro Domingos Neto negou as acusações e disse que foram os moradores de que solicitaram o transporte para outras cidades. O vice-prefeito da cidade, Antonio Ricardo dos Santos, que também exerce a função de secretário Municipal da Criança, Promoção e Assistência Social, disse em depoimento que "por uma única vez, por solicitação dos próprios mendigos" eles foram levados para Curitiba. Ao todo, dez moradores de rua foram ouvidos pela polícia e denunciaram ser vítimas de perseguição, maus tratos e remoção forçada pela Guarda Municipal de Paranaguá. Com os depoimentos, a polícia paranaense identificou sete guardas que teriam participado do transporte e das torturas. Os nomes serão mantidos em sigilo até que os envolvidos no caso sejam confirmados. Entretanto, segundo o relatório da polícia, a maioria dos guardas confessou pelo menos em parte as acusações.

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