Porto Velho (RO) sábado, 6 de junho de 2020
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Política - Nacional

Sanguessugas: depoimentos só após eleições


Bernardo de La Peña - Agência O Globo BRASÍLIA - A direção da CPI dos Sanguessugas, que investiga a máfia das ambulâncias, marcou para depois das eleições os depoimentos dos envolvidos na tentativa de comprar do empresário Luiz Antônio Vedoin por R$ 1,7 milhão um dossiê que comprometeria os tucanos com o escândalo dos sanguessugas. Os três primeiros depoimentos, marcados para o dia 31 de outubro, serão dos dois petistas presos com o dinheiro num hotel de São Paulo, Gedimar Passos e Valdebran Padilha, e do ex-chefe do serviço de inteligência do PT, Jorge Lorenzetti. A decisão vai provocar protestos entre os oposicionistas que esperavam ouvir na semana antes da eleição os principais envolvidos no caso. Mesmo na base governista, a decisão já causou reação: - É estranho que na semana que antecede a eleição não tenha reunião. Tivemos reuniões nos dias 4, 10 e 17 (de outubro. Entre o primeiro e o segundo turno). Podia não ter quorum para a aprovação de requerimentos, mas 12 parlamentares, o quorum mínimo para abrir as reuniõe, sempre teve. Se as pessoas já estão convocadas para depor no dia 31, por que não poderiam vir no dia 24? - reclamou o sub-relator da CPI - Júlio Delgado (PSB-MG). Na terça-feira, a CPI aprovou ainda um convite aos quatro ex-ministros da Saúde, José Serra (do governo Fernando Henrique), Barjas Negri (também do governo tucano), Humberto Costa (governo Lula) e Saraiva Felipe (de Lula). Integrantes governistas da comissão haviam colocado em votação um pedido de convocação de Serra, mas a oposição, temendo que esse requerimento fosse aprovado, propôs acordo para que a convocação de Serra fosse substituída por um convite, que seria, então, estendido aos demais ex-ministros. A manobra resultou na desobrigação dos convidados a comparecerem à CPI, diferentemente dos convocados, que podem ser coagidos pela polícia a prestarem depoimento. Apesar disso, a CPI não conseguiu votar a convocação de Abel Pereira, acusado de participar da Máfia das Sanguessugas, intermediando a liberação de emendas durante a gestão de Barjas Negri no governo passado, pois a sessão acabou antes. Eram 265 requerimentos para votação.

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