Porto Velho (RO) segunda-feira, 20 de agosto de 2018
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Política - Nacional

Redução de preços leva a aumento da banda larga


Lino Rodrigues, Agência O GloboSÃO PAULO - O número de conexões de banda larga no Brasil cresceu 40,1% em 2006 em relação a 2005. Foram mais de 1,6 milhão de novos usuários incorporados ao serviço, o que fez o total de brasileiros utilizando internet com o acesso rápido saltar de 4,039 milhões, no final de 2005, para 5,706 milhões em dezembro de 2006. De 2001 a 2006, a expansão desse serviço no país atingiu 1.639%, o equivalente a 5,3 milhões de novas conexões.Os dados fazem parte da quarta edição do Barômetro Cisco de Banda Larga, levantamento realizado a cada três meses pelo IDC Brasil e patrocinado pela multinacional americana Cisco.O aumento da concorrência entre as operadoras de TV a cabo e as companhias telefônicas, que resultou em uma queda média de 8% nos preços das mensalidades no ano passado, e a redução nos valores dos computadores pessoais, beneficiados pelo corte na carga de impostos, explicam o crescimento expressivo do serviço de conexão rápida no país.A maior queda de preços (12%) ocorreu nos planos de acesso de 512 Megabit por segundo (Mbps) e 1 Mbps, cuja mensalidade é oferecida hoje a uma média de R$ 120. Os planos de 1 Mbps a 2 Mbps caíram para pouco menos de R$ 150, apresentando uma redução de 10% nos preços.Já os planos com velocidade de 2 Mbps a 8 Mbps estão sendo oferecidos a menos de R$ 200, queda média de 8%, de acordo com o estudo. Com isso, a demanda pelos acessos com velocidade acima de 512 kbps subiu de 22%, no final de 2005, para 37% em dezembro de 2006. A preferência por velocidade superior a 1 Mbps saltou de 2% do mercado total para 22% no mesmo periodo.Segundo Mauro Peres, diretor de pesquisas da IDC Brasil, a redução mais expressiva nos preços de pacotes mais velozes confirma a intenção das operadoras de deslocarem clientes para faixas de transmisão maiores, mas os valores do acesso rápido ainda estão distantes da realidade financeira da classe C, por exemplo, próximo alvo dos provedores de acesso para expandir os serviços de alta velocidade.- É preciso criar uma consciência de que a banda larga é tão importante como outros serviços de infra-estrutura no país - diz Peres.A expansão das redes de telefonia e cabo (que hoje cobrem apenas 600 dos 5.500 municípios brasileiros), além da redução da carga tributária para os serviços de banda larga, são os dois pontos cruciais para a popularização do acesso rápido no Brasil, na avaliação do presidente da Cisco no Brasil, Pedro Ripper.- Enquanto temos banda larga em 10% das residências do Brasil, a Coréia do Sul, que é nossa referência, tem 10% - compara Ripper, lamentando que o setor não tenha sido incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).Segundo o executivo, o grande desafio das empresas provedoras de acesso em banda larga a partir de 2008 será oferecer o serviço a preços compátiveis com a realidade das classes da base da pirâmide social (C, D e E).- Nessas classes, a banda larga terá de concorrer com itens como alimentação e saúde - afirmou Ripper.

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