Domingo, 8 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Política - Nacional

PT convoca militância para combater boatos contra Dilma


 
Luciana Lima
Agência Brasil

Brasília – Em reunião para avaliar erros e acertos da campanha petista à Presidência da República no primeiro turno e afinar o discurso para o segundo turno, a executiva do PT decidiu hoje (7) lançar um manifesto convocando a militância a combater boatos contra a candidata Dilma Rousseff. O presidente do partido, José Eduardo Dutra, classificou a onda de boatos de “guerra suja”.

“Temos uma proposta, que vamos apresentar a todos os partidos, que é um manifesto chamando a militância para evitar e repelir esta verdadeira guerra suja que está sendo feita por alguns setores, tentando inclusive colocar temas religiosos como centro de uma disputa eleitoral”, disse Dutra, ao deixar a reunião.

Ele se referia a dúvidas lançadas pela internet sobre a questão do aborto e da liberdade religiosa, temas presentes na última semana de campanha no primeiro turno e ainda chamam a atenção nos meios políticos. “Isso é ruim para o Brasil, até porque o Brasil é um país que se caracteriza pela tolerância, que se caracteriza pela pluralidade”, afirmou Dutra.

Embora a imprensa tenha dado destaque à questão do aborto durante a campanha, já existe legislação sobre o tema e eventuais mudanças só podem ser feitas pelo Congresso. A mudança da legislação não está entre as atribuições do presidente da República. Atualmente, a prática do aborto é crime previsto pelo Artigo 127 do Código Penal, que estabelece duas exceções: casos em que a gravidez represente risco de vida para a mulher ou gravidez motivadas por estupro.

Segundo o presidente do PT, durante a campanha, ficou clara a posição de Dilma sobre o aborto: ela disse que não encaminharia ao Congresso nenhuma proposta de alteração da legislação e que, se fosse eleita, seu governo trataria o assunto como uma questão de saúde pública.

“Dilma disse que é contra o aborto porque considera a prática uma violência contra a mulher, mas defende o tratamento da questão como sendo de saúde pública. Aliás, esse é um tema em que não existe diferença entre Serra [candidato do PSDB] e Dilma. Existe uma legislação, e Dilma não vai propor mudança nela.”

Dutra informou que o PT vai pedir que a Polícia Federal investigue a origem de um panfleto com ataques a Dilma, distribuído ontem em Brasília durante evento com Serra e aliados do PSDB. Assinado pelo Instituto Plínio Correia de Oliveira, o fundador da organização católica Tradição, Família e Propriedade (TFP), o panfleto acusava Dilma e o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) de atentar contra a liberdade religiosa no Brasil.

De acordo com Dutra, na próxima semana, o PT lança um programa de governo que inclui contribuições de todos os partidos que apoiam a candidatura de Dilma. “O programa está praticamente pronto e contempla um compromisso de todos os partidos da aliança com a liberdade, a democracia, a liberdade de expressão e o Estado laico.”

Licenciado para se dedicar à campanha, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também participou da reunião do PT. Para ele, a publicação de informações sobre o suposto apoio da ex-ministra da Casa Civil ao aborto é a reedição de "mentiras" divulgadas em 2002, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito.

“Em 2002, havia muitas mentiras e boatos em relação ao presidente Lula. Ao longo desses oito anos, provamos que esses boatos não eram verdadeiros. Alguns tentam a mesma tática de reinventar as mentiras e boatos”, afirmou Padilha.

Na campanha para o segundo turno, serão enfatizadas as diferenças entre Dilma e Serra, e “não as semelhanças”, disse Padilha, referindo-se à questão do aborto e da liberdade religiosa. Segundo ele, há grandes diferenças, por exemplo, na política econômica defendida pelos dois candidatos. Padilha destacou que ontem Serra criticou a condução da economia pelo atual governo e defendeu as privatizações ocorridas no governo anterior. “Está ficando explícito quais são as diferenças e qual vai ser o debate do segundo turno”, afirmou Padilha.

Ele insistiu que há coincidência de pontos de vista em vários temas: os dois candidatos defendem a liberdade e a tolerância religiosa, a ideia de paz e da boa convivência e têm a mesma posição sobre o aborto. Ambos já apresentaram proposição e são contra o aborto. “A nossa candidata Dilma já falou claramente que considera o aborto uma violência contra a mulher. Não é um prazer nenhum para qualquer mulher sofrer isso. Essa é uma posição que não diferencia os dois candidatos", concluiu Padilha.

Edição: Nádia Franco
 

Gente de OpiniãoDomingo, 8 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Maurício Carvalho defende isenção do imposto de renda para professores em audiência pública na Câmara

Maurício Carvalho defende isenção do imposto de renda para professores em audiência pública na Câmara

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realizou, nesta quarta-feira (12), audiência pública para debater o Projeto de Lei 165/2022, que prop

Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia tem nova diretoria.

Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia tem nova diretoria.

Nesta quinta-feira, (07/09) o Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia  - (SINSEMPRO) realizou Eleições  para a escolha da nova d

Retomada do diálogo sobre a pavimentação da BR-319 é uma boa notícia ao setor produtivo, diz presidente da Fecomércio

Retomada do diálogo sobre a pavimentação da BR-319 é uma boa notícia ao setor produtivo, diz presidente da Fecomércio

O presidente da Fecomércio-RO e Vice-Presidente da CNC, Raniery Araujo Coelho, se manifestou nesta quarta-feira 16.07 sobre a retomada das discussõe

Governo Federal institui o Plano Nacional de Igualdade Salarial entre Mulheres e Homens e o comitê gestor

Governo Federal institui o Plano Nacional de Igualdade Salarial entre Mulheres e Homens e o comitê gestor

O Governo Federal instituiu nesta terça-feira, 8 de abril, a Portaria Conjunta que institui o Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral entre

Gente de Opinião Domingo, 8 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)