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Política - Nacional

PT busca reforma profunda para garantir governabilidade


Agência O Globo _ O partido vai procurar fazer uma reforma interna muita profunda, encontrando aqueles valores que estiverem presentes na nossa fundação e na maior parte de nossa trajetória - disse ele, acrescentando que partido é partido e governo é governo. O ministro das Relações Institucionais, o gaúcho Tarso Genro, também acredita que a reforma política deverá ser prioridade de um eventual segundo mandato do presidente Lula. - Precisamos desbloquear o sistema político do país. O financiamento público de campanha, fidelidade partidária, voto lícito são importantes para se fortalecer os partidos do país - salientou. Tarso destacou ainda a necessidade de se conversar com a oposição para a garantia da governabilidade. No que depender do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, a oposição não vai facilitar a governabilidade do PT. Segundo ele, a continuidade das discussões entre tucanos e petistas depois das eleições não significará um 'terceiro turno'. Mas ressaltou que o papel da oposição é justamente cobrar quem está no poder. Na avaliação do ex-presidente tucano, o PSDB sai fortalecido dessas eleições, conquistando uma "posição pólo de poder" que fará com que faça oposição ao governo do reeleito Lula. Mas, afirmou, a oposição será ao mesmo tempo "dura e responsável, nada de conchavo". Para Tarso,Genro, os "setores democráticos'' do partido devem ganhar mais espaço com a eleição de Aécio Neves (MG) e José Serra (SP). - Tenho certeza de que o PSDB vai apoiar (a governabilidade). O PSDB não é partido golpista ou antidemocrático. Ele avalia que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso representa uma influência de centro-direita e estaria perdendo espaço para os setores democráticos, que teriam saído reforçados com a eleição de Aécio e Serra. Os governadores teriam interesse na manutenção da democracia por serem potenciais candidatos à Presidência da República em 2010. O ministro coloca o PMDB como um dos partidos importantes para o equilíbrio das forças políticas em um possível segundo mandato de Lula. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, por sua vez, está confiante que governo e oposição terão um diálogo maior em um eventual segundo mandato de Lula. - O número grande de votos dá uma força política maior. Depois da eleição os ânimos vão serenar e a oposição vai colaborar com o país. Depois da eleição é outro quadro, porque acredito que haverá uma governabilidade maior.'' Em relação à composição do ministério, Tarso Genro disse que isso se dará conforme a representatividade dos partidos aliados no Congresso. - Cada partido da coalizão terá participação no governo de acordo com a sua bancada - afirmou. Sobre o futuro do PT, o ministro destacou que há um trabalho intenso para a reconstrução da legenda: - Estamos trabalhando na reconstrução do partido. A força de São Paulo dentro do partido será reduzida, não significa colocar esse estado na berlinda, mas descentralizar o poder - esclareceu.

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