Porto Velho (RO) terça-feira, 20 de novembro de 2018
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Política - Nacional

Passageira diz que outro avião da Gol evitou colisão por um triz


Paula Máira - Agência O GloboRIO - No dia 12 de setembro deste ano, entre 20h50m e 22h40m, os passageiros do vôo 1753 da Gol (Porto Alegre-Congonhas) podem ter escapado por um triz de colisão do Boeing 737-700 com uma aeronave de pequeno porte. O quase acidente teria ocorrido no meio da viagem de volta para casa da executiva Miriam Matos, de 35 anos.- Foram os 60 segundos mais longos de minha vida - conta a passageira.Segundo Miriam, gerente de novos negócios de uma empresa paulista de comunicação, o avião sacudiu e começou a descer exatamente no instante em que os comissários de bordo serviam bebidas. Por intermédio de um amigo, ela obteve de um tripulante do vôo a assustadora explicação: o comandante teria sido obrigado a um brusco desvio de rota, para evitar o acidente.No avião de 38 toneladas e com assentos para 144 passageiros, Miriam testemunhou cenas típicas de filmes de catástrofe: - Os comissários correram, pessoas gritavam e desmaiavam. Houve clima de pânico.A passageira lembra que ainda tentou obter informações sobre as causas da turbulência, mas a tripulação senegou a prestar qualquer esclarecimento.- Um amigo meu que é comissário entrou em contato com uma colega, tripulante do meu vôo. Segundo a explicação dela, o comandante contou à equipe que houve de fato risco concreto de colisão.David Barioni, vice-presidente técnico da GOL, negou neste sábado que o incidente tivesse sido causado pela existência de um avião em rota de colisão com a aeronave. Segundo ele, a mudança repentina de altitude foi causada por forte turbulência.Veja o relato da passageira:'Foi pânico geral. O avião despencava' "Talvez tudo tenha acontecido em um único minuto, um minuto interminável. O avião sacudiu tanto que as bebidas servidas pelos comissários entornaram. Fiquei encharcada de suco de manga. Pessoas gritavam. Foi pânico geral.A minha irmã, Damaris, de 41 anos, desmaiou do meu lado. As luzes de emergência se acenderam. O avião despencava. Os comissários, transtornados, correram para o fundo do avião. Nada de explicações. Só pensava no meu filho de 1 ano. Um amigo comissário apurou com uma tripulante do vôo que o avião teve de fazer um desvio brusco para não colidir com outro, menor.Questionei a Gol. Um comandante me ligou e disse que houve só uma turbulência normal. Não acreditei. Meus amigos acharam absurda a minha história. Virei motivo de chacota. Agora, 17 dias depois, uma tragédia dessas, nas mesmas circunstâncias. É assim que funciona o tráfego aéreo? Voar nestas condições é seguro? Pode um piloto ter de detectar outro avião apenas segundos antes de uma possível colisão?"

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