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Política - Nacional

Passageira diz que outro avião da Gol evitou colisão por um triz


Paula Máira - Agência O Globo RIO - No dia 12 de setembro deste ano, entre 20h50m e 22h40m, os passageiros do vôo 1753 da Gol (Porto Alegre-Congonhas) podem ter escapado por um triz de colisão do Boeing 737-700 com uma aeronave de pequeno porte. O quase acidente teria ocorrido no meio da viagem de volta para casa da executiva Miriam Matos, de 35 anos. - Foram os 60 segundos mais longos de minha vida - conta a passageira. Segundo Miriam, gerente de novos negócios de uma empresa paulista de comunicação, o avião sacudiu e começou a descer exatamente no instante em que os comissários de bordo serviam bebidas. Por intermédio de um amigo, ela obteve de um tripulante do vôo a assustadora explicação: o comandante teria sido obrigado a um brusco desvio de rota, para evitar o acidente. No avião de 38 toneladas e com assentos para 144 passageiros, Miriam testemunhou cenas típicas de filmes de catástrofe: - Os comissários correram, pessoas gritavam e desmaiavam. Houve clima de pânico. A passageira lembra que ainda tentou obter informações sobre as causas da turbulência, mas a tripulação se negou a prestar qualquer esclarecimento. - Um amigo meu que é comissário entrou em contato com uma colega, tripulante do meu vôo. Segundo a explicação dela, o comandante contou à equipe que houve de fato risco concreto de colisão. David Barioni, vice-presidente técnico da GOL, negou neste sábado que o incidente tivesse sido causado pela existência de um avião em rota de colisão com a aeronave. Segundo ele, a mudança repentina de altitude foi causada por forte turbulência. Veja o relato da passageira: 'Foi pânico geral. O avião despencava' "Talvez tudo tenha acontecido em um único minuto, um minuto interminável. O avião sacudiu tanto que as bebidas servidas pelos comissários entornaram. Fiquei encharcada de suco de manga. Pessoas gritavam. Foi pânico geral. A minha irmã, Damaris, de 41 anos, desmaiou do meu lado. As luzes de emergência se acenderam. O avião despencava. Os comissários, transtornados, correram para o fundo do avião. Nada de explicações. Só pensava no meu filho de 1 ano. Um amigo comissário apurou com uma tripulante do vôo que o avião teve de fazer um desvio brusco para não colidir com outro, menor. Questionei a Gol. Um comandante me ligou e disse que houve só uma turbulência normal. Não acreditei. Meus amigos acharam absurda a minha história. Virei motivo de chacota. Agora, 17 dias depois, uma tragédia dessas, nas mesmas circunstâncias. É assim que funciona o tráfego aéreo? Voar nestas condições é seguro? Pode um piloto ter de detectar outro avião apenas segundos antes de uma possível colisão?"

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