Porto Velho (RO) terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
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'Operação Toupeira': PF continua realizando prisões e buscas


Agência O Globo PALMAS, BRASÍLIA, SÃO PAULO e PORTO ALEGRE - Integrantes da "Operação Touperia" da Polícia Federal localizaram R$ 196 mil escondidos em uma fazenda no município de Pium, a 120km da capital, Tocantins. O dinheiro estava enterrado em uma caixa de isopor, com sistema de aquecimento, no piso de uma casa da fazenda Boa Sorte. De acordo com PF, a fazenda pertence a Raimundo Laurindo Barbosa Neto, que teria participado do assalto ao Banco Central em Fortaleza, em agosto do ano passado. Por enquanto o dinheiro ficará nos cofres da PF. As notas serão periciadas, para saber se pertencem ao lote roubado do B.C. Na fazenda a PF localizou também Francisco do nascimento Barbosa, o Chicão, apontado como integrante da quadrilha. A "Operação "Toupeira" da Polícia Federal frustrou um plano de assalto a duas agências bancárias em Porto Alegre. Na ação, 26 pessoas foram surpreendidas quando escavavam um túnel que desembocaria em agências do Banrisul e da Caixa Econômica Federal, em uma ação semelhante ao assalto do BC. Dez dos assaltantes estavam dentro do túnel, que estava sendo escavado a partir de um prédio alugado. Até tanques de oxigênio foram econtrados no local. Desde então, até este domingo, a PF já cumpriu 60 mandados de prisão em nove estados, e mais de 100 de busca e apreensão. Segundo a PF, antes de começar o túnel em Porto Alegre, o grupo teria arquitetado um outro túnel em Maceió, para assaltar uma agência da Caixal. O túnel na capital alagoana foi abandonado por problemas técnicos. A perícia descobriu que mais de 80 metros já haviam sido escavados no túnel em Maceió. A casa alugada pelos bandidos fica a uma quadra de uma agência bancária da capital alagoana. Segundo a Polícia Federal, os trabalhos seriam retomados depois do assalto em Porto Alegre. Na capital gaúcha, os peritos trabalharam para tentar localizar o ponto exato onde o túnel parou. Oitenta metros estavam concluídos. Faltavam 30 metros para chegar ao Banco do Estado do Rio Grande do Sul, e 70 metros até a agência da Caixa Econômica Federal. Os agentes tiveram que usar tubos de oxigênio e lanternas, enquanto funcionários da prefeitura jogavam ar para dentro com a ajuda de um exaustor. Todos os presos na capital gaúcha foram ouvidos na sede da Polícia Federal. Apesar de negarem a ligação com o crime organizado, ao prestar depoimento "deram indícios dos mentores intelectuais da ação", diz o delegado regional de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Sul, Ildo Gasparetto O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou que a prisão do grupo pode ser considerada o maior golpe contra a organização que age nos presídios paulistas. - Foi um golpe muito forte porque eles são pegos no que têm de vital, que é a causa final do crime, o dinheiro. Então, essa operação os atinge fortemente - afirmou o ministro, que falou na sede da Polícia Federal em São Paulo. Durante o depoimento, os bandidos revelaram que recebiam informações privilegiadas sobre sistema de segurança das agências e sabiam a quantia que havia nos cofres. A polícia não descarta a possibilidade de funcionários dos bancos terem participado do esquema. A "Operação Toupeira" começou a ser planejada em agosto de 2005, depois do assalto ao Banco Central de Fortaleza, quando foi encontrado um cartão de telefone pré-pago na sede do banco no Ceará. A partir deste cartão, a PF monitorou a rede de telefonia do grupo que agiu no assalto ao BC e descobriu que eles ordenavam o assalto aos bancos Banrisul e à Caixa Econômica Federal em Porto Alegre.

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