Porto Velho (RO) sexta-feira, 18 de outubro de 2019
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Política - Nacional

Meio ambiente pode prejudicar crescimento do país, diz Eletrobrás


Ramona Ordoñez, Agência O GloboRIO - O Presidente da Eletrobrás, Aloísio Vasconcelos, alertou nesta quarta-feira que o crescimento econômico do país ficará comprometido após 2010, por restrições na oferta de energia elétrica. Segundo ele, existem vários projetos que são importantes para aumentar a oferta após aquele ano, que atualmente estão emprerrados, principalmente por questões ambientais e políticos, dentre os quais citou as usinas do Rio Madeira, Belo Monte e a nuclear Angra 3, entre outros.- A tranquilidade do equilíbrio energético vai até 2010; daí para frente é preciso compatibilizar a necessidade de crescimento do país, de geração de energia com os radicalismos ambientais, até se chegar à construção, pelo diálogo, de um modelo de desenvolvimento sustentável. O país não cresce sem energia - alertou Vascocelos.Aluísio Vasconcelos citou três projetos prioritários e importantes para atenderem a demanda de energia após 2010. Um deles é a construção das usinas de Santo Antonio e Girau, no rio Madeira, a usina de Belo Monte e a nuclear Angra 3. A decisão para construir a nuclear teria que ser tomada agora, para estar concluída em 2012, uma vez que está prevista no plano decenal do governo, para oferta de energia. Ao todo, os três projetos representam uma oferta de energia de 18.800 megawatts ao sistema.- É preciso se construir canais de diálogos, porque hoje é um diálogo seco. É preciso lubrificar esse diálogo com um pouquinho de óleo da boa vontade - afirmou Vasconcelos.Um exemplo das dificuldades enfrentadas pelo setor elétrico para construção de usinas é o caso de Simplício. As obras de construção da usina hidrelétrica de Simplício, de 360 megawatts vão sofrer um atraso da ordem de seis meses por conta de novas exigências do Ibama.A usina será construída por Furnas no rio Paraíba do Sul na fronteira entre o Estado do Rio de Janeiro e Minas Gerais. A usina tem a licença prévia de construção, e está solicitando a licença de instalação para execução do projeto. Segundo Vasconcelos, foi decidido que se iniciariam as obras pela construção de um túnel para desviar as águas do rio.Como está em fase de obtenção do licenciamento de instalação, Furnas decidiu pedir uma licença partical ao Ibama para construir o tunel, que está previsto no projeto original. O Ibama, segundo ele, está exigindo um licenciamento próprio para o tunel.- Esse túnel sempre esteve no projeto. Então vamos ter que ter 30 licenças para essa obra, que precisava começar agora por causa do período de chuvas. Está prevista para estar pronta em fins de 2009 - disse Vasconcelos. A usina exigirá investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão.

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