Porto Velho (RO) terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
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Política - Nacional

Lula chama tucanos de 'exterminadores do futuro'


Agência O Globo CAMPINA GRANDE, MOSSORÓ E BELÉM - Em comícios realizados no Norte e Nordeste, nesta segunda-feira, o presidente Lula voltou a vincular o seu adversário na eleição, Geraldo Alckmin (PSDB), à política de privatizações. À tarde, em Campina Grande (PB), o candidato petista à reeleição, disse que a candidatura tucana está ligada a um projeto da elite que privatizava para pagar dívidas do país. À noite, em Mossoró (RN), Lula chamou os tucanos de "exterminadores do futuro". O presidente fez essa acusação ao citar o governo Fernando Henrique Cardoso. Lula disse que, quando assumiu o governo, seu antecessor havia vendido quase todo o patrimônio público, faltando apenas a Petrobras, O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal: - Os tucanos são assim, não sabem produzir, só sabem vender o que os outros construíram. Eles na verdade são os demolidores, sabe aquele exterminador do futuro? São eles. Lula disse que, para os tucanos, os nordestinos servem apenas para ser mão-de-obra. - Na cabeça dele, gente, o Nordeste não existe. Na cabeça deles, nordestino é para ser pedreiro e fazer prédios no Centro-Sul. Para nós, nordestinos, pode ser pedreiro, mas sobretudo, nordestino quer ser engenheiro, quer ser médico, quer ser professor - discursou Lula. Lula inicia comício em Belém por volta das 23h Em Campina Grande, Lula disse que os nordestinos são vítimas do preconceito das "elites" e que a candidatura de seu adversário, Geraldo Alckmin, está ligada a um histórico de privatizações - Arrecadaram US$ 98 bilhões e deixaram o país quebrado - disse. O presidente voltou a afirmar que pretende priorizar "a população necessitada" em um próximo mandato. - Não podemos continuar num país em que uma parte é desenvolvida e a outra passa fome. E isso não é favor para os pobres, é justiça. Nós não podemos ter dois brasis - disse. O intelectual e professor de direito da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Mangabeira Unger, dividiu o palanque com o presidente Lula, que o apresentou à platéia. - Aqui tem uma novidade que vem diretamente de Harvard para esse comício. Não vou colocar ele para falar porque ele fala meio inglês ainda - brincou Lula. A campanha de Lula nesta segunda-feira terminou em Belém, onde o presidente subiu ao palanque por volta das 23h. Acompanhado por figuras da política nacional que tiveram seus nomes envolvidos em escândalos recentes, o presidente voltou a bater na tecla da privatização para atacar Geraldo Alckmin. - Eles querem privatizar até o jatinho do presidente. Certamente têm alguém para alugar um avião - disse ao lado dos deputados federais reeleitos Jader Barbalho (PMDB), ex-senador que renunciou ao mandato em meio a denúncias de corrupção, e Paulo Rocha (PT), acusado de envolvimento no chamado escândalo do mensalão. No palanque, além de Rocha e Jader estavam também o senador José Sarney (PMDB-AC), a quem Lula chamou de ``grande aliado'', e Helder Barbalho, filho do deputado e prefeito de Ananindeua, na região metropolitana de Belém. Em seu discurso, o presidente-candidato manteve os ataques ao governo anterior, afirmando que pegou o país em situação econômica difícil e conseguiu reverter o cenário. Ele aproveitou ainda para atacar os críticos do Bolsa-Família e as elites. - A elite brasileira diz que o Bolsa-Família é um programa assistencialista. É muito fácil falar em assistencialismo, mas para uma mãe que acorda de manhã, vê cinco ou seis filhos agarrados no rabo de saia e vê um copo de leite, o Bolsa-Família é uma salvação - afirmou.

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