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Política - Nacional

Índios Yanomami denunciam presença de garimpeiros em terra indígena



Amanda Mota
Agência Brasil 

Uma equipe da Polícia Federal (PF) será a responsável, até a próxima sexta-feira (4), por observar e sobrevoar a Terra Indígena Yanomami localizada em Roraima. A ação é resultado de um pedido feito pela Fundação Nacional do Índio (Funai) no estado que recebeu denúncias de indígenas sobre a permanência e atuação de garimpeiros na região. Os invasores estariam ameaçando diretamente as comunidades indígenas, aproximando-se das casas, roubando suas plantações e promovendo intensa movimentação de aeronaves nas proximidades do local.

A superintendência da Polícia Federal em Roraima informou que, até o momento, não foi constatada a existência de garimpo no local, mas que há indícios da prática da atividade na terra indígena. Além da presença de garimpeiros, os índios também denunciam o uso de armas de fogo por essas pessoas. A denúncia partiu da Hutukara Associação Yanomami (HAY).

De acordo com o documento elaborado pela HAY, no último dia 22, garimpeiros dispararam tiros contra yanomamis da comunidade Hoyamoú, região de Hakoma, no Rio Mucajaí. Os indígenas pedem providências urgentes e alegam que “a situação tende a piorar rapidamente se os órgãos competentes não tomarem as providencias necessárias para acabar com o garimpo na Terra Indígena Yanomami”.

O coordenador-geral do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Dionito José de Souza, disse que a instituição ainda não foi comunicada oficialmente sobre o caso e que aguarda o retorno da equipe da Polícia Federal para saber mais detalhes.

“Ainda não temos certeza sobre o que realmente está acontecendo no local. Eu estava viajando e só a partir de hoje vou me inteirar mais sobre o assunto”, declarou.

Denúncias sobre a presença de garimpeiros em terras yanomami tem sido comunicadas pelos indígenas às autoridades que podem auxiliar na identificação e resolução do problema desde 2005.

Segundo o Instituto SocioAmbiental (ISA), a invasão de garimpeiros agravou-se em 2009, impulsionada pelo alto preço do ouro no mercado internacional. Para a direção do ISA, a situação é inquietante porque relembra os antecedentes da "corrida do ouro dos anos 1980 em Roraima, que matou 15% da população yanomami e culminou com o triste e célebre massacre de Haximu em 1993".

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