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Política - Nacional

Governo estima que deixa de arrecadar R$ 30 bilhões com pirataria


Agência O Globo RIO - Pelos cálculos do governo, o Brasil deixa de arrecadar mais de R$ 30 bilhões em impostos por ano por causa da pirataria. Além de não recolher impostos, o comércio de produtos contrabandeados e falsos reduz a geração de empregos na cadeia formal e afasta investidores estrangeiros do país. Somente no primeiro semestre deste ano foram apreendidas no país mercadorias pirateadas e contrabandeadas no valor de R$ 377 milhões. Só no mercado de cigarros, de janeiro a setembro foram preendidos R$ 51,7 milhões em mercadorias contrabandeados e falsificados. Além disso, foram mais de 487 mil óculos de sol, que somaram R$ 2,8 milhões, e cerca de 900 mil relógios, no valor de R$ 5,5 milhões. CDs, DVDs, brinquedos e eletroeletrônicos também foram milhões e milhões de unidades apreendidas, e também milhões em cifras. Criado há dois anos, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria já retirou de circulação, segundo o Ministério da Justiça, cerca de R$ 1,5 bilhão em produtos pirateados PESQUISA: 42% DOS BRASILEIROS ADMITEM CONSUMIR PRODUTOS PIRATAS RIO - Uma pesquisa realizada pela Fecomércio-Rio em parceria com o instituto de pesquisas Ipsos constatou que 42% dos brasileiros admitem consumir produtos piratas, principalmente por causa dos preços mais baixos, apesar de a grande maioria dizer conhecer os enormes prejuízos causados pela pirataria. Pelos cálculos do governo, o Brasil deixa de arrecadar mais de R$ 30 bilhões em impostos por ano por causa da pirataria. Entre os produtos piratas, CDs e DVDs são os mais consumidos. Segundo a pesquisa, dos que admitiram consumir produtos piratas, 86% afirmaram já terem comprado CDs de forma irregular e 35% disseram ter feito o mesmo com DVDs. Nos relógios e óculos, a parcela é de 6%. Na pesquisa, que foi baseada em entrevistas em mil domicílios de 70 cidades e nove regiões metropolitanas de todo o Brasil, 93% dos que informaram consumir produtos piratas disseram que a compra era motivada por preços mais em conta, e outros 3% responderam que há uma boa relação custo-benefício. A pesquisa também revelou que há consciência por parte dos consumidores dos prejuízos provocados pela pirataria: 66% dos entrevistados afirmaram que a prática tem conseqüências negativas. Deste universo, as respostas mais freqüentes à pergunta "quais seriam os malefícios da pirataria?" foram: prejudica o fabricante ou o artista (83%); estimula a sonegação (83%); prejudica o faturamento do comércio (79%); alimenta o crime organizado (70%) e causa desemprego (64%). Na avaliação de Clarice Messer, diretora do instituto Fecomércio, o consumidor está conscientizado dos problemas da pirataria graças aos programas de combate realizados pelo governo e entidades empresariais, mas falta ainda transformar esta conscientização em consciência moral.

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