Porto Velho (RO) terça-feira, 20 de novembro de 2018
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Política - Nacional

Empresários encontram Lula e pedem meta de crescimento


Ilimar Franco e Luiza Dame - AGência O GloboBRASÍLIA - BRASÍLIA - Entrando na reta final da campanha e em situação vulnerável junto a setores do empresariado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se encontrar com um grupo de 20 empresários para discutir as propostas para um possível segundo mandato. O jantar, o terceiro nas últimas semanas, foi organizado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, em sua residência em Brasília. Os convidados têm em comum o interesse pela área de comércio exterior.No jantar, Benjamin Steinbruch, da CSN, defendeu a inclusão de metas de crescimento no programa de governo. Sobre a situação da Petrobras na Bolívia, os empresários criticaram a posição dos negociadores brasileiros, cobrando medidas mais enérgicas para proteger o patrimônio brasileiro.Ao chegar ao jantar, o presidente Lula comentou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que decidiu abrir tomada de contas especial para investigar irregularidades para a confecção de cinco milhões de revistas e encartes com propaganda do governo, produzidas pela Secretaria de Comunicação (Secom). Parte desse material foi distribuída para diretórios do PT. Também há suspeita de superfaturamento.- O TCU faz isso a vida inteira. Queremos o TCU, o Ministério Público, a Polícia Federal e a CGU como instrumentos para uma política transparente. Não vejo problema. A Oposição fala o que quiser - disse Lula.Mais cedo o presidente se reuniu, no Planalto, com um grupo de empresários gaúchos para analisar a situação da economia do Rio Grande do Sul. Ele está atrás do candidato tucano, Geraldo Alckmin, nas pesquisas de intenção de votos no Sul. Os empresários apresentaram a Lula pauta de reivindicações com quatro itens, mas o governo, segundo a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não se comprometeu com os pedidos. Na pauta estão: investimento no agronegócio, desoneração das exportações, desenvolvimento do pólo tecnológico e renegociação da dívida do Estado.A ministra lembrou que o governo abriu linha especial de financiamento para setores da economia gaúcha, como moveleiro, de máquinas e equipamentos e coureiro-calçadista, mas disse que não há compromisso do governo de atendimento destas reivindicações.- É imprescindível que o governo reconheça que o Rio Grande do Sul tem situação especial - disse Dilma, citando três períodos de seca no estado.Alberto Geyer - Grupo Unipar Alessandro Carlucci - Natura Alexandre Silva - General Electric Benjamin Steinbruch - CSN. Grupo Ipiranga - Bolivar Moura Carlos Antonio Rosa - Camargo Corrêa Marcelo Marinho - Brascan Carlos Ribeiro da Silva - presidente da HP do Brasil Domingus Bulus - presidente White Martins Eugênio Staub - do grupo Gradiente Flavio Rocha - Confecções Guararapes Gustavo Marin Garat - do Citibank Jose Antonio Martins -Sindicato das Indústrias Ferroviárias Paulo Cunha - grupo Ultra Paulo Tigre - presidente da Fiergs Pedro Moreira Sales - Unibanco Roberto de Rezende Barbosa - Usina Nova América Rogério Oliveira - IBM Walter Fontana Filho - Sadia Nabil Sahyoun - Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings

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