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Política - Nacional

Embraer investe US$ 100 milhões em serviços


Agência O GloboSÃO PAULO - A divisão de aviação executiva da Embraer vai investir US$ 100 milhões em novos centros de suporte e serviços para seus clientes. No total, a companhia vai instalar 45 novas unidades, sendo sete delas próprias, espalhadas em todo o mundo para atender a demanda dos compradores de seus aviões.Segundo o vice-presidente de Aviação Executiva da Embraer, Luís Carlos Affonso, em 2005 a empresa identificou que seus clientes tinham dúvidas quanto à sua capacidade de suporte e serviços na área executiva. Nesse mesmo ano a companhia decidiu fazer de sua área de aviação executiva "uma fronteira de crescimento e diversificação".Os novos centros são necessários uma vez que a operação de jatos executivos é bastante diferente daquela de aviões comerciais comuns. Enquanto aeronaves de companhias regulares têm rotas e horários definidos, um avião executivo vai para onde seu dono quiser a qualquer hora. Um dos fatores que pesa a favor na hora da escolha da aeronave é exatamente a capacidade de a fabricante oferecer apoio ao cliente em qualquer lugar do mundo.A construção de centros próprios também é importante para passar a idéia de que a empresa está comprometida com seus clientes. "É muito importante a própria companhia mostrar que está investindo em centros de serviços próprios, além de na contratação de autorizadas", diz Affonso.Para facilitar o negócio com seus clientes, a Embraer também aposta no desenvolvimento de pacotes de financiamento com instituições financeiras. Apesar de não participar da efetivação da transação, a Embraer trabalha apresentando clientes às instituições. No ano passado, a companhia anunciou uma parceria com o Bank of America para financiamento de seus jatos executivos.Segundo Affonso, a companhia continua buscando novas instituições financeiras, a maioria estrangeiras, interessadas em formatar com sua ajuda pacotes de financiamento para seus aviões. "Isso não é um fator restritor de vendas, mas um facilitador, já que esses clientes não têm problemas de crédito", diz o executivo, que afirma que quase a totalidade dos jatos grandes são vendidos com algum tipo de financiamento. No caso dos menores, a maioria também é vendida com uso de financiamento, mas alguns são comercializados à vista. "Nossa relação, porém, é a mesma sempre, pois a venda é direta. Apenas apresentamos os dois lados para facilitar o negócio", diz Affonso.Segundo ele, o sucesso da divisão, a que mais cresceu em receita no ano passado na empresa, é fruto da estratégia global adotada, além da experiência obtida com o segmento de aviação comercial. No ano passado a divisão praticamente dobrou o número de aeronaves entregues, de 14 para 27, e atingiu a marca de US$ 1,7 bilhão em pedidos firmes em carteira, mais de 10% dos US$ 15 bilhões da carteira total da companhia.Um dos segredos foi desenvolver modelos de avião que, basicamente, atendam os requisitos de todos os principais mercados compradores. Motores mais potentes são importantes para o mercado norte-americano, enquanto a possibilidade de pouso em ângulos maiores faz a diferença em alguns países europeus. Essas características são todas incorporadas ao pacote básico das aeronaves.O diferencial fica por conta da instalação interior da aeronave que, atendidos todos os requisitos básicos, pode ser configurada de diversas formas, para atender as necessidades específicas de cada cliente. "O Lineage 1000, por exemplo (o maior avião executivo da empresa, programado para começar a operar em 2008), pode ser configurado com uma cama king size e um chuveiro, ou com uma configuração mais voltada para negócios, com sala de reuniões e capacidade para mais passageiros", diz Affonso.Segundo ele, há espaço no portfólio da companhia para mais uma família de aeronaves. No total a empresa estuda o lançamento de mais dois aviões, em posições intermediárias entre o Phenom 300 e o Legacy. "Assim, clientes que queiram passar para aviões maiores, poderão se manter na companhia sem a necessidade de um salto muito grande em tamanho ou de procurar opções em concorrentes", diz ele, que admite haver espaço para uma terceira aeronave no segmento. Para a Embraer, porém, não seria interessante, pois seria necessário o desenvolvimento de duas plataformas distintas.Affonso não revelou quando pode ser o lançamento do primeiro desses modelos. No início do ano, durante a apresentação de resultados de 2006, porém, o então presidente da empresa, Maurício Botelho, afirmou que ela deve ocorrer ainda neste ano. Uma vez lançado, o desenvolvimento do avião levaria entre quatro e cinco anos até o início das entregas.(José Sergio Osse | Valor Online)

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