Porto Velho (RO) segunda-feira, 16 de setembro de 2019
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Política - Nacional

Educação será prioridade de um eventual governo de Dilma Rousseff


 
Vinícius Konchinski e
Luciana Lima

Agência Brasil

Campinas – A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje (18), em Campinas, onde participou de um comício, que a educação será prioridade em seu governo, caso seja eleita em 3 de outubro. “Sempre que venho a Campinas, só lembro de educação, educação e educação”, disse Dilma, associando o município paulista à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das principais do país.

A petista afirmou ainda que, se for eleita, seguirá o conselho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de usar a emoção para governo o país: “Vou honrar o legado do presidente Lula. Eu ouvi o conselho que ele me deu. O presidente Lula disse que governar um país é fácil, o difícil é governar com o coração.”

Dilma disse ainda que as mulheres brasileiras não toleram mais nenhum tipo de preconceito. Tanto é assim, acrescentou ela, que o país está reparado para ter uma presidente mulher. “Nós, mulheres, vamos mostrar que não aceitamos preconceito de espécie alguma.”

Mais cedo, em um hotel de Campinas, Dilma defendeu a apuração de todas as denúncias sobre um suposto esquema de pagamento de propina na Casa Civil. Ela disse que não havia lido as denúncias publicadas pela revista Veja desta semana, mas que, mesmo assim, defendia a apuração do caso.

“Não tive acesso ainda à reportagem, mas tenho uma posição muito clara em relação a isso: todas as denúncias têm que ser rigorosamente apuradas e as pessoas culpadas drasticamente punidas”, disse Dilma, após tomar café da manhã com o ator porto-riquenho Benício del Toro.

A reportagem de Veja denuncia que o ex-assessor da Casa Civil Vinícius de Oliveira Castro recebeu R$ 200 mil a título de "comissão" por uma compra de emergência do medicamento Tamiflu, usado para combater a gripe influenza A (H1N1) - gripe suína.

Ainda segundo a revista, Vinícius contou o episódio da propina a pelo menos duas pessoas: seu tio e à época diretor de Operações dos Correios, Marco Antonio de Oliveira, e a um amigo que trabalhava no governo.

Ambos – o tio e o amigo de Vinícius -, em depoimentos gravados, confirmaram à Veja o teor da confissão. O dinheiro, conforme a revista, foi distribuído a funcionários do ministério para que eles mantivessem silêncio sobre esquemas de corrupção ou colaborassem com eles.

Dilma evitou falar sobre a reportagem e disse que enquanto chefiou da Casa Civil não foi conivente com esquemas de corrupção. “Não tenho como me manifestar sobre o mérito, porque não li a reportagem. Se ela é falsa, se não é falsa, o que é dito, se procede ou não procede. Agora, quero dizer também o seguinte: tenho um histórico de vida pública. Jamais permiti, jamais abriguei práticas ilegais nas minhas proximidades. Não faria isso também na minha campanha”.

Dilma disse ainda que não tem condições de fazer um “pré-julgamento” de Erenice Guerra, ex-chefe da Casa Civil, e contou que falou por telefone com a ex-ministra no dia do seu pedido de demissão. “Não faço pré-julgamento de ninguém. Erenice trabalhou comigo e, enquanto trabalhou comigo, demonstrou muita capacidade”, disse Dilma. “Falei que [a demissão] ficava a cargo dela, era problema de avaliação de critério dela”, disse a candidata.

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