Porto Velho (RO) sábado, 24 de agosto de 2019
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Política - Nacional

Diesse: cesta básica subiu em 11 capitais, em setembro


Agência O GloboRIO - Após três meses de redução no custo dos alimentos essenciais em 14 capitais, em setembro, predominou o comportamento de alta em 11 cidades. Foi o que constatou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), realizada todos os meses em 16 localidades.Segundo o Dieese, as principais elevações de preço ocorreram no Rio de Janeiro (5,22%) e nas capitais da região Sul do país: Florianópolis (3,69%), Porto Alegre (3,47%) e Curitiba (2,51%). As reduções, em setembro, foram verificadas em Belém (-0,58%) e em quatro cidades do Nordeste: João Pessoa (-0,75%), Aracaju (-0,82%), Natal (-1,02%) e Fortaleza (-2,56%).Pelo terceiro mês consecutivo, o maior custo da cesta básica foi verificado em Porto Alegre. Em setembro, o valor, capital gaúcha, chegou a R$ 177,68. O segundo maior valor para a cesta foi apurado em São Paulo, onde osgêneros de primeira necessidade custaram R$ 172,10. Os menores valores registraram-se em Fortaleza (R$ 126,15) e Natal (R$ 129,92).Com base no maior custo verificado para o conjunto de bens alimentíciosessenciais e levando em consideração o preceito constitucional que determina que o salário mínimo deve ser suficiente para a manutenção de uma família, suprindo suas necessidades com alimentação, moradia, transporte, vestuário, saúde, educação, higiene, lazer e previdência, o DIeese estima, mensalmente, qual deveria ser o salário mínimo necessário.Assim, em setembro, o valor deveria ser 4,26 vezes o salário mínimo atual, ou seja, R$ 1.492,69, pouco mais de R$ 50,00 que o valor apurado em agosto (R$ 1.442,62).Ainda segundo o Dieese, o tempo de trabalho necessário para aqueles que ganhamsalário mínimo adquirirem a cesta básica, em setembro, na média das 16 capitais pesquisadas, registrou pequeno acréscimo, chegando a 93 horas e 32 minutos,contra 92 horas e 33 minutos apurados em agosto. Mesmo assim, é a segundamenor jornada verificada no ano. Em setembro de 2005, eram necessárias 108 horas e 06 minutos para comprar os mesmos itens.A carne bovina - produto de maior peso na cesta básica - registrou, em setembro,alta em 13 capitais. As maiores elevações foram constatadas no Rio de Janeiro (7,02%), Recife (6,39%), Florianópolis (5,77%) e São Paulo (4,45%), enquanto as reduções ocorreram em Vitória (-0,36%), Porto Alegre (-1,16%) e Salvador (-1,22%).O produto com o segundo maior peso na cesta é o pão, cujo preço subiu, emsetembro, em oito cidades, com destaque para Porto Alegre (9,79%), Vitória (3,42%) e Recife (3,28%). Em João Pessoa, São Paulo e Brasília houve estabilidade do preço.Em cinco capitais o produto ficou mais barato, como ocorreu em Curitiba (-1,45%) e Natal (-1,31%). Em 12 meses, o pão francês teve alta em 11 capitais, as mais significativas verificadas em Goiânia (13,76%), Porto Alegre (11,69%), Florianópolis (6,62%) e João Pessoa (4,44%). As retrações, em um ano, foram apuradas em cinco cidades, principalmente Belém (-2,20%) e Brasília (-3,99%).

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