Porto Velho (RO) quinta-feira, 21 de março de 2019
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Política - Nacional

Depois de 60 anos, um partido comunista consegue vaga no Senado


Gerson Camarotti - Agência O GloboFORTALEZA - O novo senador pelo Ceará, Inácio Arruda (PCdoB), é o primeiro eleito por uma legenda comunista desde a eleição de Luiz Carlos Prestes (PCB) para o Senado, em 1946. A eleição de Arruda só foi possível com o apoio de uma ampla aliança com partidos de esquerda, de centro e de direita. Há 60 anos, os comunistas tentavam voltar ao Senado, sem sucesso. Quem mais se aproximou do feito foi o ex-senador Roberto Freire (PPS-PE), mas que foi eleito em 1994 quando já não estava mais no PCB. Surpreso com a vitória, Inácio mostrou-se apreensivo com a carga histórica de seu mandato. O único cargo público de Prestes foi o de senador. Mas ele teve pouco tempo para subir à tribuna. Em maio de 1947, seu partido caiu de novo na ilegalidade e Prestes voltou para a clandestinidade. Para Inácio Arruda, as circunstâncias políticas são diferentes, e foi isso que possibilitou sua vitória.- É uma responsabilidade do PCdoB. A situação política é completamente distinta de 60 anos atrás. Temos um país numa outra condição de desenvolvimento econômico e social, as exigências do povo são diferentes e distintas. Mas a responsabilidade nossa, em termos de partido, é muito grande - afirma Arruda.O senador comunista venceu as eleições com 1,894 milhão de votos, o que representou 52,26% dos votos válidos. O segundo colocado foi o deputado federal Moroni Torgan (PFL-CE), que obteve 1,663 milhão de votos (45,88%). Mas Inácio reconhece que precisou ampliar o discurso comunista para conseguir a façanha de chegar ao Senado. Ele precisou contar com o apoio, inclusive, de uma ex-adversária para a disputa municipal de 2004, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT).- Há 60 anos, não tínhamos tido ainda essa condição. Sozinho, ou apenas com uma chapa de esquerda, nós não teríamos tido êxito. Reunimos um espectro amplo de forças políticas como PMDB, PSB, PV, PT e PP. É a visão política. Radicalizar não significa estreitar. Ser radical é ter também uma visão ampla - reconhece Inácio.

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