Porto Velho (RO) segunda-feira, 16 de setembro de 2019
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Política - Nacional

DEM flerta com governistas para não ficar refém do PSDB


 
MARCELA ROCHA - Portal Terra

Após a derrota do candidato da oposição ao Planalto, José Serra (PSDB-SP), o DEM articula aproximação com partidos da base governista para não ficar refém do PSDB. "Isto não significa aderir ao governo, mas poder agregar mais partidos conservadores em assuntos polêmicos", afirmou o deputado eleito ACM Neto (DEM-BA), que elenca como exemplo de possíveis aliados no Congresso o PR, PP, PTB e setores do PMDB. Enquanto isso, os tucanos pretendem estreitar os laços entre as legendas que já integram a coligação.

O DEM está minguando na Câmara e ainda mais fraco no Senado. Para ACM Neto, "é preciso ampliar o diálogo com várias correntes inclusive as que integram as bases do governo". O democrata explica: "não podemos ficar isolados, o que não significa evitar o PSDB".

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP), busca estreitar os laços com o PMDB no Estado. Falou-se em fusão. Contudo, para democratas e tucanos, o prefeito pretende sinalizar sua força política ao restante de seu partido com vistas a assumir a presidência da legenda, hoje sobre o comando do deputado reeleito Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Uma eventual fusão colidiria com o desejo de tucanos de comporem com o DEM na próxima disputa por prefeituras. Segundo lideranças do PSDB, é necessário reforçar ainda mais a aliança com o DEM, sem pensar em fusão, por conta do tempo de televisão que - juntos - somariam. "Para daqui a dois anos e para a eleição no Congresso é indispensável que PSDB e DEM fiquem juntos", afirmou o presidente do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).

Oposicionistas acreditam que Kassab, muito ligado a Serra, seria mais aglutinador do que Maia - na presidência do partido - para elaborarem uma atuação conjunta.

A oposição vai administrar 52,3% do eleitorado e só o PSDB, 47,5%. Os tucanos elegeram oito governadores e o DEM, dois. Os tucanos destacam ser fundamental apresentar os governadores eleitos como lideranças da oposição, desde que não assumam o discurso mais aguerrido - que deve ser adotado no Congresso - por precisarem estabelecer boas relações com o Governo Federal. Para Sérgio Guerra, "no Congresso, estamos diminuídos, especialmente no Senado".

O balanço dos tucanos sobre o processo eleitoral deixou evidente, para eles, que o voto foi "pragmático". Acreditam que o estado de bem estar do brasileiro, proporcionado ao longo dos oito anos de governo Lula, tornou difícil desenvolver um discurso de oposição que atraísse o voto dos beneficiados com o aumento do poder de compra. Serristas apostam em embates sobre a gestão econômica do governo Dilma.

 

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