Porto Velho (RO) segunda-feira, 20 de agosto de 2018
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Política - Nacional

Criminalista diz que segurança pública só vai melhorar quando virar prioridade


Agência o Globo BRASÍLIA - O aumento de penas e o endurecimento de regimes prisionais do Brasil, defendidos por diversas autoridades e segmentos sociais em horas de crise, não representam a solução para a conter o avanço da criminalidade. O problema da segurança está basicamente na falta de investimentos e de prioridade dessa área na agenda política do país. A afirmação é do conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pelo Rio Grande do Sul Cézar Roberto Bitencourt. O criminalista considera até uma ironia quando autoridades dizem que é necessário combate ao crime organizado.- O crime organizado está hoje nos palácios, já não está mais nem nos porões dos palácios como antes, e o que está aí nas ruas é o crime desorganizado comandando a sociedade organizada - afirmou.Bitencourt sugeriu que dessa tarefa de combate, além dos poderes constituídos, participem ativamente a mídia, as ONGs e toda a sociedade civil brasileira. O conselheiro da OAB disse que, a continuar o ritmo atual da segurança pública, o Brasil poderá atingir o nível de desobediência civil.- A onda de violência que ocorreu em São Paulo e agora se repete no Rio é apenas uma sinalização do nível em que a gente está. É a demonstração de que algo precisa ser feito, e não adianta criarmos depósitos de seres humanos.Para ele, o país só vai superar os problemas de segurança pública quando os dirigentes passarem a encarar o assunto com seriedade e destinarem à área recursos para investimentos na infra-estrutura, sem pensar em dividendos eleitorais.- Endurecimento de penas, criação de prisão perpétua, pena de morte, prisões de segurança máxima, não resolvem.

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