Porto Velho (RO) segunda-feira, 21 de outubro de 2019
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Política - Nacional

CPI: investigações em RONDÔNIA revelam ações de um mesmo grupo


Agência O GloboBRASÍLIA - O deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE), um dos sub-relatores da CPI dos Sanguessugas, divulgou nesta terça-feira detalhes de alguns mecanismos usados no esquema de fraudes na compra de ambulâncias com recursos de emendas parlamentares.Segundo o deputado, uma situação comum identificada nas investigações é o caso de parlamentares que apresentaram emendas para aproximadamente 100 entidades coordenadas por seus parentes ou assessores de seus gabinetes.- Esse é o caso mais grave e no qual os valores das emendas individuais são maiores, chegando a R$ 2 milhões em algumas situações - destacou.De acordo com o sub-relator, as investigações demonstraram que cheques pagos por prefeituras à empresa Planam, referentes às contrapartidas dos municípios para a compra de ambulâncias, eram endossados pelas empresas e repassados aos próprios prefeitos.- Assim, os prefeitos eram premiados com dinheiro dos municípios, para permitir que esquemas previamente arranjados entre a Planam e os autores das emendas pudessem prosperar - explicou o deputado.O resumo das investigações elaborado por Paulo Rubem Santiago inclui ainda a situação em que um determinado parlamentar teria recebido "sucessivas parcelas mensais" durante 2005, chegando a aproximadamente R$ 200 mil no total. O valor seria o equivalente a 10% do valor de uma emenda destinada para a compra de ambulâncias de um determinado município. O sub-relator não revelou o nome desse parlamentar.Também foi identificada uma suposta sociedade entre outro parlamentar e Luiz Antônio Vedoin - sócio proprietário da Planam - em uma empresa laranja para colocar o esquema em prática em um determinado estado. Naquela unidade da Federação, a Planam não atuava diretamente para não prejudicar a ação da empresa laranja.- Esse parlamentar teria feito a retirada de seus 'benefícios' por meio da empresa laranja, sem transparecer recebimento de propina em cima das verbas liberadas - explicou Santiago.Além disso, Paulo Rubem Santiago acrescentou revelação feita pela Controladoria Geral da União a partir de investigações em Rondônia, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso em maio, quando se comprovou que a Planam e as principais empresas que participavam de licitações nesses estados eram de um mesmo grupo.- Houve diversos acertos para que outras empresas praticassem a cobertura das licitações das quais participavam; era uma espécie de faz-de-conta para maquiar a concorrência - declarou o sub-relator. - Foram criadas reservas de mercado. Algumas empresas não entravam em Rondônia e Mato Grosso e recebiam em troca o mercado cativo das prefeituras, por exemplo, de Minas Gerais - acrescentou.De acordo com Santiago, os depoimentos de Vedoin revelaram que ex-assessores da Planam passaram a atuar em causa própria no início da década, arregimentando outros parlamentares, empresas e municípios para "multiplicar os ganhos e as fraudes".- A Planam teve um crescimento meteórico em poucos anos, por meio do agrupamento de parlamentares - os mais velhos traziam os mais novos - e de novas prefeituras de diversos estados no esquema.

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