Porto Velho (RO) quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
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Política - Nacional

CPI dos Sanguessugas movimenta semana no Congresso


Agência O GloboBRASÍLIA - Apesar de não haver esforço concentrado agendado, esta vai ser uma semana movimentada na Câmara e no Senado, devido ao escândalo da máfia das ambulâncias. Nos partidos, há pressão para decidir o que fazer com os 72 parlamentares que tiveram processo de cassação recomendado no relatório parcial da CPI dos Sanguessugas.O PSB - que tem quatro deputados na lista - marcou reunião para esta segunda-feira para decidir o que fazer com eles. No PMDB, o senador Pedro Simon (RS) disse que vai esperar até esta segunda-feira para que o líder do partido, senador Ney Suassuna (PB) deixe a liderança do partido. Caso contrário, ele promete fazer um discurso em plenário pedindo que ele se afaste da legenda, para não constranger os filiados. Suassuna é um dos três senadores suspeitos de participação na máfia das ambulâncias.No PFL, deve ser definido o esquema de apresentação de defesa dos oito parlamentares citados no relatório. O responsável pela sindicância interna no partido será o presidente do PFL jovem, deputado João Roma.Na própria CPI, também haverá uma tentativa de votação de requerimentos e definições de agendas. A reunião está marcada para esta terça-feira. Há 120 requerimentos em pauta. Entre eles, os que sugerem a convocação de ex-ministros para depor. Nesta segunda etapa, a comissão vai investigar a suposta participação do Poder Executivo no desvio de verbas do Orçamento para compras superfaturadas.Na Câmara, que recebeu recomendação para abrir 69 processos de cassação, o presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), vai aguardar o recebimento dos casos. O presidente da Casa, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), deve se reunir com a Mesa Diretora e propor mudanças no prazo do trâmite dos processos. Atualmente, o tempo para defesa na Corregedoria da Câmara é de cinco sessões de plenário. Como no período eleitoral não há quórum suficiente para abrir uma sessão, os processos ficariam parados até depois das eleições. Aldo propõe, portanto, que este prazo seja alterado para cinco dias úteis.

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