Porto Velho (RO) sábado, 12 de junho de 2021
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Cozinhas comunitárias de Manaus combatem fome e insegurança alimentar em meio à pandemia

Pela primeira vez na história de Manaus, os espaços serão incluídos na Lei Orçamentária Anual (LOA)


Cozinhas comunitárias de Manaus combatem fome e insegurança alimentar em meio à pandemia - Gente de Opinião

A pandemia da Covid-19 representa grave ameaça à segurança alimentar da população mundial, especialmente entre as comunidades mais vulneráveis. Relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa Alimentar Mundial (PAM), divulgado em abril de 2021, mostra que a fome pode aumentar em mais de 20 países nos próximos meses. Com isso, cresce a responsabilidade do poder público de garantir condições alimentares dignas à população.

Em Manaus, por exemplo, seis cozinhas comunitárias administradas pelo município servem refeições completas para mais de 1,2 mil pessoas diariamente, inclusive durante os períodos mais críticos da pandemia. De segunda a sexta-feira, dias de funcionamento do serviço, as refeições são servidas em marmitas com arroz, feijão, salada, macarrão e uma porção de proteína (carne, peixe ou frango), obedecendo-se aos protocolos de cuidados contra o vírus, com distanciamento nas filas e apenas um membro por família cadastrada para receber as refeições dos demais.

Em 2021, de modo a consolidar a Rede de Proteção Social, outro projeto da Prefeitura de Manaus é o Prato do Povo, prestes a abrir sua primeira unidade no conjunto Viver Melhor Etapa I, Zona Norte de Manaus. O espaço de alimentação vai distribuir 300 refeições saudáveis, variadas e saborosas ao valor de R 1, para garantir, às famílias em situação de vulnerabilidade social, o direito à alimentação adequada.

Cozinhas entrarão no Orçamento

Desta forma, pela primeira vez na história, as seis cozinhas comunitárias entrarão no Orçamento Municipal e farão parte da Lei Orçamentária Anual (LOA) e do Plano Plurianual (PPA). Com isso, a expectativa é aumentar o número de refeições servidas e fortalecer ações de combate à desnutrição infantil por meio destes espaços, bem como retomar a oferta de cursos de educação alimentar e profissionalizantes ao público, realizados nas próprias cozinhas, informa a subsecretária de Políticas Afirmativas para as Mulheres e Direitos Humanos, Graça Prola, explicando a amplitude do trabalho social realizado nestes espaços. "Até 2020, a renda média da população brasileira teve um suporte com o auxílio emergencial do Governo Federa*. Depois deste período, a pobreza foi visivelmente demonstrada pela fome. O Brasil enfrenta uma crise não apenas sanitária, mas social", define.

Segundo Prola, a prefeitura buscou a manutenção da renda média dos manauaras e garantiu a segurança alimentar dos mais necessitados, inclusive por meio do Auxílio Manauara, que paga R 200 por mês por mês às famílias carentes, além da distribuição de cestas básicas aos trabalhadores mais afetados pela pandemia. "Com o aumento do desemprego, escolas fechadas e a queda brusca na renda da população de Manaus, as cozinhas comunitárias não pararam. Pelo contrário. Fomos além e distribuímos alimentação em frente a praças e hospitais nos momentos de pico da pandemia", destaca.

O prefeito de Manaus, David Almeida, reforça que as cozinhas comunitárias fazem parte da Rede de Proteção Social criada pela prefeitura desde o início do ano para proteger parte da população mais fragilizada com a pandemia. "Esse é o nosso compromisso para diminuir o sofrimento da população. Nosso povo é ordeiro, honrado, um povo decente que merece o que há de melhor dos seus administradores. E aqui nós temos uma prefeitura comprometida com isso. Fazer mais com menos", declara Almeida.

Prato do Povo

O projeto da Prefeitura Municipal visa ao resgate da cidadania dos usuários, com a redução do quadro de vulnerabilidade social e insegurança alimentar e nutricional nas mais diversas áreas, melhorando a qualidade e a perspectiva de vida da população.

Por conta da crise sanitária, a prefeitura vai adotar medidas de segurança e de higiene, como o fornecimento das refeições em marmitas, controle de acesso dos usuários no momento da retirada dos alimentos, orientando e ordenando as filas, além de incentivar a utilização de álcool e máscaras

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