Porto Velho (RO) domingo, 19 de agosto de 2018
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Política - Nacional

Brasil está na disputa por nova fábrica da General Mills


Agência O GloboSÃO PAULO - A General Mills trabalha na expansão dos negócios no Brasil, seguindo a estratégia da matriz, sediada em Minneapolis (EUA), de promover o crescimento global a partir de mercados emergentes. Dona das marcas Forno de Minas, Frescarini e Häagen-Dazs, a General Mills inaugura em maio um novo centro de distribuição em Recife para reforçar a presença de seus sorvetes no Nordeste. Fernando Falco, presidente da General Mills no Brasil, diz que a região vai exercer o mesmo fascínio que o Caribe na atração de turistas europeus.Em nível nacional, o plano de expansão fez saltar de 5 para 12 o número de lojas da marca Häagen Dasz entre 2004 e o fim do ano passado. " A expectativa é fechar 2007 com mais 20 unidades " , diz Falco, que vai somar 1,2 mil pontos-de-venda em todo o país. " Somos uma marca premium, mas isso não nos impede de estar numa loja do Carrefour ou do Pão de Açúcar que sejam voltadas ao público classe A " .Dentro da estratégia global de crescimento, está o projeto de abrir uma nova fábrica de sorvetes na América Latina e o Brasil é um forte candidato para sediar a unidade. Argentina e México também estão na disputa e o martelo será batido tão logo haja crescimento no consumo de sorvetes em qualquer parte do globo. " Hoje só temos três fábricas para abastecer o mundo inteiro e qualquer aumento no mercado global justifica a nova unidade " . As atuais fábricas estão na França (de onde vem todo o sorvete Häagen-Dasz consumido no Brasil), nos EUA e no Japão.A seu favor, o Brasil tem qualidade de matérias-primas e o tamanho do mercado consumidor. Segundo dados da AC Nielsen, em 2005 o mercado brasileiro de sorvetes produziu 180 milhões de litros e a expectativa é de crescimento da ordem de 10% a 15% neste verão.Falco diz que a intrincada legislação brasileira dificulta muito a candidatura do país. " Não podemos exportar produtos lácteos para o México. Como vamos sediar uma fábrica regional se não posso vender para o segundo maior mercado latino-americano? "A Argentina, diz o executivo, tem legislação mais liberal, mas um mercado interno infinitamente menor que o do Brasil. Já no México, os custos das matérias-primas são muito mais elevados, por conta da proximidade com os Estados Unidos. Falco não informa qual é o montante do investimento a ser feito, mas diz que dinheiro não é problema. " Quando decidimos abrir uma nova fábrica de barras de cereal, entre bater o martelo e a inauguração, foram pouco mais de oito meses. " E a Argentina levou a nova fábrica por causa da qualidade da aveia, principal matéria-prima para esse produto " . Em 2006 a unidade brasileira faturou R$ 140 milhões. Segundo Falco o crescimento do Brasil está na casa dos dois dígitos. " Perdemos para a China, onde a receita triplicou, mas estamos bem à frente de outros mercados latino-americanos " . No mundo, o grupo General Mills fatura US$ 11 bilhões.Ao longo de 2007, a empresa pretende investir R$ 3 milhões em marketing. Parte desse dinheiro será aplicado no lançamento de novos produtos. Um deles é a marca de conservas Green Giant (ou gigante verde), que estréia com milho importado dos Estados Unidos. A marca, que não terá preço popular, vai concorrer, por exemplo, com a marca francesa Bonduelle.(Eliane Sobral | Valor Econômico)

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