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Política - Nacional

Alckmin admite erro ao embarcar em debate sobre privatização


Flávio Freire - Agência O Globo SÃO PAULO - Depois de duas semanas rebatendo as declarações de petistas de que num eventual governo tucano privatizaria o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal (CEF) e os Correios, o candidato do PSDB a presidente, Geraldo Alckmin, admitiu que a campanha tucana errou ao embarcar no discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição . Em sabatina promovida no jornal "Folha de S. Paulo", nesta quinta-feira, Alckmin reiterou que, se for eleito, não pretende promover um processo de privatização das estatais. - Essa questão da privatização acho que está errada. Aliás, acho até que nós erramos quando embarcamos nesse debate, não pelo mérito, mas pelas mentiras reiteradas - disse Alckmin, acrescentando que o comando de campanha do PSDB deveria ter desviado do que eles mesmos chamam de "central de boatos". Indagado sobre uma política de corte de gastos, Alckmin reiterou que se eleito pretende reduzir despesas do governo. Em linhas gerais, o tucano disse que além de vender o avião presidencial, chamado por ele de Aerolula, irá reduzir o número de ministérios e ajustar a equação entre políticas fiscal e monetária. Em boletim informativo divulgado nesta quinta-feira, a coordenação da campanha do presidente Lula afirmou que a privatização da Companhia Vale do Rio Doce foi péssima para o Brasil. Segundo o informativo, se a Vale ainda fosse estatal a união teria mais de US$ 41 bilhões incorporado ao patrimônio público. Na quarta-feira, o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, admitiu, no entanto, que o consumidor foi beneficiado pela privatização na área da telefonia, feita na gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso. Também na quarta-feira, Alckmin esteve na Associação Nacional dos Servidores do Banco do Brasil, onde reiterou o compromisso de não privatizar as estatais. Ainda nesta quinta, ao fim da sabatina, Alckmin prometeu pôr fim à reeleição, caso seja eleito, mas não confirmou se abrirá mão da medida. Disse apenas que acabar com a reeleição já em 2010 seria um desrespeito aos governadores eleitos este mês, que participaram da disputa com a perspectiva de poderem se candidatar novamente ao cargo daqui a quatro anos.

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