Segunda-feira, 4 de agosto de 2025 - 16h05

O Ministério Público
de Rondônia (MPRO), em atuação conjunta com a Coordenadoria da Rede Lilás,
reuniu representantes do Poder Judiciário, Segurança Pública, Assistência
Social e sociedade civil, na quinta-feira (31/7), em Porto Velho. O objetivo
foi alinhar estratégias de enfrentamento à violência contra as mulheres. Os
representantes do MPRO foram os promotores de Justiça Tânia Garcia, Dandy Jesus
Leite Borges, Mauro Adilson Tomal, que respondem respectivamente pelas
curadorias de Políticas Públicas para o Enfrentamento à Violência contra a
Mulher, Segurança Pública e Auditoria Militar.
Participaram ainda,
de forma virtual, as promotoras de Justiça do interior Camyla Figueiredo de
Carvalho (2ª PJ de Colorado do Oeste), Elba Souza de Albuquerque e Silva
Chiappetta (7ª PJ de Ariquemes), Karine Ribeiro Castro Stellato (6ª PJ de
Cacoal), Luciana Maria Rocha (3ª PJ de Pimenta Bueno) e Eiko Danieli Vieira
Araki (2ª Nupom-JI-P).
O encontro teve como
foco o fortalecimento da Rede Lilás, a preparação para o “Agosto Lilás” e a
promoção de aperfeiçoamento no atendimento às mulheres vítimas pela Polícia
Militar. A iniciativa busca garantir respostas mais eficazes e integradas aos
demais serviços de apoio da rede, além de promover a conscientização sobre a
Lei Maria da Penha.
Atendimento
humanizado e novas tecnologias
Durante a reunião, a
Sesdec e a Polícia Militar apresentaram iniciativas já implementadas para
melhorar o atendimento às mulheres vítimas de violência, com destaque para a
atuação da Patrulha Maria da Penha - que realiza visitas e acompanha casos de
risco -, e a ferramenta do botão do pânico. O Coordenador Regional de
Policiamento, Ten-Coronel Wilton Nascimento Amorim explicou os desafios
enfrentados pela corporação e anunciou que está em fase de elaboração um
procedimento padrão para o primeiro atendimento de mulheres vítimas de
violência doméstica pela polícia militar.
A Secretaria de
Segurança Pública, representada pela Delegada de Polícia Noelle Xavier e pelo
Coordenador do CIOP, Ten-Coronel Pontes, mostrou uma nova ferramenta que alerta
a Polícia quando um agressor monitorado por tornozeleira eletrônica se aproxima
da vítima. Também foi apresentado o botão do pânico, que pode ser acionado pelo
aparelho celular em casos de emergências.
Construção coletiva e
formação continuada
A promotora de
Justiça Tânia Garcia destacou a importância da união entre as instituições e do
aperfeiçoamento dos profissionais que lidam diretamente com as vítimas. “Em
violência doméstica não temos alternativa que não a reciclagem e o
aperfeiçoamento funcional constantes e também a sensibilização para apoiar a
mulher a enfrentar o ciclo de violência”, destaca.
Na reunião, foi
apresentado o Plano Estadual de Combate à Violência, elaborado pelo Governo do
Estado com apoio de diversos órgãos, incluindo o MPRO, que será revisado a cada
dois anos. As vítimas também contarão com um aplicativo de apoio denominado SOS
Sempre.
A representante da
Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência de do
Desenvolvimento Social (SEAS), a Psicóloga Ana Carolina, falou sobre o programa
Mulher Protegida, que atende 486 mulheres com apoio financeiro e cursos de
capacitação.

Encaminhamentos e próximos passos
Entre os encaminhamentos definidos estão a visita
técnica ao Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP) e a Coordenadoria de
Atividades Sociais (CAS) da Polícia Militar para conhecer ferramentas
operacionais; reforço na valorização da fala da vítima no primeiro atendimento;
formação continuada para agentes da segurança pública e nova reunião temática
com a Segurança Pública durante os 21 dias de ativismo.
Foi sugerida também a contratação de médicas para
atender mulheres no Instituto Médico Legal (IML), garantindo mais conforto às
vítimas mulheres. Também ficou definida uma reunião memorial da Rede Lilás, em
homenagem aos 19 anos da Lei Maria da Penha, para o dia 29 de agosto.
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