Segunda-feira, 23 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Polícia

Caso Urso Branco: Rogélio Pinheiro Lucena é absolvido


 
O ex-gerente do sistema penitenciário de Rondônia, Rogélio Pinheiro Lucena, foi absolvido da acusação de responsabilidade nas mortes ocorridas no presídio Urso Brando em janeiro de 2002. Por volta das 22h30, o juiz presidente, Aldemir de Oliveira, leu a sentença no plenário.

Os jurados responderam sim aos dois primeiros quesitos, sobre o reconhecimento da materialidade e nexo de causalidade, ou seja, os 27 presos foram realmente mortos a golpes de chuchos na rebelião. No terceiro quesito acataram a tese apresentada pelo advogado de defesa, Nilton Barreto, que consistiu na negativa de participação.

O magistrado, titular do 2º Tribunal do Júri de Porto Velho, destacou ainda a participação de defesa e acusação durante o julgamento e agradeceu aos jurados pelo exercício da difícil missão de julgar pessoas da comunidade, acusadas de crimes dolosos contra a vida.

O resultado do júri foi recebido com emoção pela família do réu. Filhos e afilhada choraram ao ouvir o veredito, inocentando o ex-gerente do sistema penitenciário.

O julgamento

A sessão de julgamento foi aberta às 8h15 desta quarta-feira, 23. Pela manhã foram ouvidas cinco testemunhas, todas da defesa. Após a leitura de algumas peças do processo, Rogélio Pinheiro Lucena foi ouvido por quase duas horas pelo juiz; além das perguntas feitas pelos promotores Leandro Gandolfo e Marcelo Guidio e pelo defensor.

O ex-gerente do sistema se disse inocente das acusações, pois não deu a ordem para a colocação dos presos ameaçados junto com os demais, ação que resultou na matança de 27 pessoas. Para o Ministério Público, o réu poderia ter evitado a tragédia pelo cargo que ocupava na época.

Debates

Durante os debates, acalorados, o promotor de justiça e o advogado de defesa chegaram a se desentender. O primeiro pediu um aparte na fala do segundo, que recusou alegando que o Ministério Público já teria tido tempo suficiente para apresentar seus argumentos. O juiz Aldemir de Oliveira, baseado no que diz a lei, acabou concedendo dois minutos ao promotor para defender a instituição de críticas por parte do advogado.

Fonte: Ascom TJRO
 

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 23 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Polícia Civil de Rondônia deflagra operação para apurar homicídio de ex-vereador em São Miguel do Guaporé

Polícia Civil de Rondônia deflagra operação para apurar homicídio de ex-vereador em São Miguel do Guaporé

Nesta sexta-feira (20), a Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de São Miguel do Guaporé, deflagrou operação policial com o

Operação Desarmare: Polícia Militar apreende armas e munições durante abordagem na zona leste de Porto Velho

Operação Desarmare: Polícia Militar apreende armas e munições durante abordagem na zona leste de Porto Velho

Uma ação da Polícia Militar resultou na apreensão de armas de fogo, munições e na prisão de vários suspeitos na noite desta quarta-feira (18), em Po

GAEMA realiza visita técnica à Estação Ecológica Soldado da Borracha

GAEMA realiza visita técnica à Estação Ecológica Soldado da Borracha

O Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público de Rondônia, por meio da promotora de justiça Valéria Giumelli Canestri

MPRO deflagra Operação "Eco" em Nova Mamoré

MPRO deflagra Operação "Eco" em Nova Mamoré

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta qua

Gente de Opinião Segunda-feira, 23 de março de 2026 | Porto Velho (RO)