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Orlando Cavalcante Pereira da Silva Junior

Um tesouro chamado Opala


Um tesouro chamado Opala - Gente de Opinião

Passando pelas ruas de Porto Velho, depare-me com um “velho” opala marrom, quase marrom bombom e deu saudades dos bons tempos em que eram os carros que figuravam no topo dos carros de luxo.

Veio a curiosidade de saber o motivo do nome e procurei conhecer a pedra opala tendo sido agraciado com tanta beleza, beleza que, mesmo vista quase todo dia, me remeteu há anos passados quando a vi pela primeira vez.

Beleza única vista com seu charme, brilho, toque refinado e delicadeza no olhar!

Hoje, ao olharmos para trás, vejo que a opala ainda reflete em meu olhar visto tratar de uma preciosidade que, dependendo de como a luz bate, revela uma nova cor, um novo brilho e uma nova faceta.

Acredito que chamar alguém de opala, nunca foi apenas um apelido carinhoso, como coração, amor, meu oxigênio, meu tudo...

Em resumo chamar uma mulher de opala quer seja o carro ou a pedra preciosa, é um grande elogio!

A opala é conhecida por sua raridade e por sua beleza multifacetada, como assim pode ser um carro ou uma mulher, pois o carro é nossa couraça, nosso ir onde quiser, com conformo e segurança e a mulher, nosso porto seguro, nossa admiração a cada amanhecer, nossa renovação para sair e sempre voltar, nosso sim.

Qual a cor predileta de nosso carro?

Depende do humor, do dia que você viu pela primeira vez, do estado de espírito e como a opala, que possuindo inúmeras facetas, variando seus detalhes conforme a luz, é também a mulher – detalhe que tenho o privilégio de admirar como o ser mais generoso que o mundo já conheceu.

A mulher, o opala e a opala, nunca são os mesmos pois cada vez que o sol bate em um deles, descobrimos uma nova cor, um novo talento ou um detalhe quer seja na velocidade, no arranque, no brilho ou no sorriso que n]ao conhecíamos.

Não é um brilho comum; é algo que vem de dentro, uma mistura de força e doçura que ilumina tudo ao redor de um jeito único gerando assim curiosidade em todos que veem passar – O opala, a opala e a mulher, pela raridade, complexidade, fogo interno que hipnotiza quem sabe olhar de verdade.

Assim como a opala reflete todas as cores do arco-íris, o opala ainda, mesmo já um “cinquentão” com habilidades incríveis e forte como a mulher - forte quando o mundo exige e suave quando o coração pede.

Os três não precisam de esforços para se destacar, visto que a beleza é como a de uma opala nobre: discretos à primeira vista, mas infinitamente ricos para quem para apreciar os detalhes – e que detalhes.

Dizer que a opala, o opala e a mulher escondem um “fogo interno” que nunca se apaga, ou seja, há uma estreita relação ente todos, com uma luz não é estática, dançando e incendiando a quem admira, todos os dias.

Assim como a pedra reflete todas as cores, o opala, como dito, “cinquentão” refletem todos os sentimentos que nos fazem vivo e como admirador que sou, meu coração bate no ritmo certo por tudo que sua cor, desenvoltura e simetria assim demonstra.

Olhar para o “cinquentão” depois de tanto tempo é como admirar uma opala sob o sol em que sempre descobrimos um novo ângulo de paixão, mantendo um admirador, como eu, de alma colorida e meu amor sempre aceso.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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