Porto Velho (RO) sábado, 14 de dezembro de 2019
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Orlando Cavalcante Pereira da Silva Junior

Cardápio imutável


Cardápio imutável  - Gente de Opinião

Como moro sozinho, tenho necessidade de efetuar minhas refeições nos diversos restaurantes ou bares da cidade de Porto Velho e fico “garimpando” novos lugres para não enjoar a comida tendo notado algo interessante.

O abre hoje e fecha amanhã é uma regra no comercio local e fiquei “matutando” os motivos, tendo descoberto que, além dos valores altos de aluguéis, encargos nas alturas, falta de pesquisa de mercado, também encontrei falta de preparo tanto dos donos quanto dos empregados.

Não vemos qualquer compromisso com a satisfação do cliente; raríssimos casos em que lhe é perguntado se gostou, se tem uma sugestão a dar ou algo mais humano no atendimento. O cara está ali para vender o produto dele e o consumidor para adquiri-lo, sem que haja qualquer aproximação mais humana.

Você não pode solicitar uma alteração em qualquer item do cardápio pois ele é rígido; se pede uma banda de limão, lhe é cobrado um preço leonino ou simplesmente é dito que não pode ser servido meio limão.

Se vai comer um sanduiche em que o pão é para cachorro quente, por exemplo e você pede para substituir por outro que existe no cardápio é caso impossível por causa das “regras do ambiente”.

Em todas as hipóteses há sempre uma desculpa de que não pode alterar o pedido, sem, contudo, ser fornecida uma segunda opção.

Já dizia meu saudoso amigo Serginho que o cardápio é apenas uma referência do que o estabelecimento possui, não impedindo assim de você poder “montar” seu prato com diversas opções existentes.

Ora, se o estabelecimento serve peixe com legumes, frango com farofa, macarrão com carne, poderia muito bem em pedir para montar meu prato com peixe, macarrão e farofa – o gosto é meu.

Se existe a opção em posso montar meu prato como melhor meu paladar aceitar, não importando se estou comendo pudim com farofa, peixe com macarrão, suco com lentilha ou outra coisa absurda para outros – é minha opção de paladar.

Fui efetuar lance em um dos diversos fast food existentes na Carlos Gomes e, como não gosto de pão de cachorro quente - aquele macio demais que ao receber o molho da salsicha vira uma bucha - verifiquei que existia no cardápio um tipo de sanduiche com pão francês e ao solicitar a troca do pão, recebi a negativa alegando que o sistema do caixa não aceitaria a troca, mesmo eu me propondo a pagar a diferença do valor do pão, se é que haveria alguma diferença pois não estaria eu comendo dois pães e sim efetuando a troca.

Ouvi a pérola de que “em Rondônia é assim mesmo”. Desculpe meus amigos, nasci aqui porém conheço inúmeras cidades do Brasil e do mundo e vejo diferente o atendimento, havendo flexibilização nos cardápios.

É até divertido ouvir as inúmeras desculpas para não aceitarem qualquer alteração nos cardápios: patrão não permite, não fica gostoso, não é chique, o sistema não aceita, já está pronto o kit, se abrir exceção vai bagunçar, etc.

Aprendi agora a levar meu próprio pão francês para poder comer o sanduiche que escolher com o pão que eu gosto – embora nem todos os estabelecimentos que fui, aceitaram tanta intervenção no cardápio deles.

Já ocorreu de sair para beber com amigos e pedir uma “torre de chope” tendo sido entregue pela atendente tulipas grandes e ao solicitar tulipas menores, que em minha opinião, evitam esquentar rápido a bebida, fui informado de que não poderia ser feita a troca. Ponderei o motivo e fui informado de que era determinação da gerência e tive que suar a testa, forçar a garganta e gastar meu latim para poder convencer a gerente permitir tulipas pequenas – até hoje não entendi o motivo da recusa.

Entendo agora o motivo de tantos comércios não darem certo e a cada dia, uma a uma irem fechando seus negócios, ou seja, falta um pouco de bom sendo que, por sinal, cabe em qualquer ramo do negócio ou da vida.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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