Quinta-feira, 28 de julho de 2016 - 17h55
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Professor Nazareno*
Visto de fora, o Brasil é mesmo um país grotesco, atrasado e ridículo. Raras nações do mundo nos levam a sério. Por aqui infelizmente quase tudo é assim mesmo. Quase nada dá certo e as coisas são feitas na base do jeitinho. A maioria da população, já acostumada com as gambiarras e os improvisos, praticamente nem reclama mais de nada. A síntese deste absurdo jeito de se viver ficou demonstrada na Operação Lava Jato da Polícia Federal e no atual processo de impeachment, urdido pela direita conservadora, para retirar o PT e a presidente democraticamente eleita do poder. Desacostumados com tantas “anormalidades”, cidadãos de países civilizados e organizados estranham o fato e acham que isto aqui é uma espécie de “terra do nunca” onde tudo foi feito para dá errado. Educação, uma porcaria. Saúde pública, nem se fala.
No país da desigualdade social crônica, o nosso preconceito é diferente. Há escolas para ricos e escolas para pobres, hospitais para ricos e hospitais para pobres, transportes para ricos e para pobres. Justiça para ricos e justiça de pobres. E até as cadeias são assim. O ladrão quando é pobre vai preso depois de aparecer e ser humilhado nas delegacias e nos programas policiais. Vai para o “casão” às vezes até sem ser julgado. Já o ladrão rico usa tornozeleira eletrônica e fica apenas em prisão domiciliar. Quando fica. Cumpre uma ínfima parte da pena e geralmente nada devolve do que roubou. Prisão de rico no Brasil é casa de praia ou de montanha. Muitas vezes o desgraçado, que surrupiou milhões do povo, volta a participar da política e quase sempre é eleito. Se o indivíduo é rico, no nosso país compensa ser ladrão e corrupto.
Claro que ninguém em sã consciência desejaria ser ladrão ou malfeitor. Mas se no Brasil ser assim compensa, por que não tentar subir na vida sem stress? Entra-se na política e desviam-se milhões ou bilhões de reais. Com o dinheiro sujo, os escroques mandam os filhos estudar no exterior, fazer cursos e mais cursos e depois montam-se clínicas ou academias de renome ou então se funda um império de comunicações para ensinar ética, honestidade e bons modos aos tolos ouvintes e telespectadores. Nos países civilizados e desenvolvidos, onde existe justiça e punições de verdade, roubar dinheiro público resulta em prisão perpétua ou até mesmo em pena de morte como na China. Na desorganização das Olimpíadas, por exemplo, quem vai ser punido pela vergonha a que expuseram o Brasil? Muitos serão eleitos e reeleitos pelos estúpidos e cegos eleitores.
No país onde “o homem mau dorme bem”, o cidadão comum e trabalhador não é respeitado. O Estado não lhe oferece um mínimo de segurança individual, as escolas de seus filhos não prestam, os hospitais públicos são como açougues e quase tudo o que os políticos e governantes dizem é mentira. Além do mais, a altíssima carga de impostos não se reverte em serviços públicos decentes para os contribuintes, como denunciou um articulista da Veja. Na nação onde muitas vezes o crime compensa, só existe um único juiz em todos os 516 anos de história: é o Sérgio Moro, a palmatória do mundo. Antes dele, nem julgados os maus políticos eram. Muito menos presos, mesmo com privilégios e mordomias. Nas próximas eleições, há um “enxame infinito” de candidatos dizendo que vão fazer e acontecer se eleitos. Pior: os tolos e despolitizados eleitores acreditam e votam. A única saída é sair do Brasil. Ou concordar com tudo o que aí está.
*É Professor em Porto Velho.
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