Quinta-feira, 12 de março de 2026 - 08h05

O Brasil precisa urgentemente de ter uma bomba atômica.
Não! Não é para atacar ninguém e muito menos para jogar em nenhum outro país,
mas para impor mais respeito na conjuntura política internacional e também para
não ser tão rebaixado pelas potências nucleares como, por exemplo, os Estados
Unidos. Segundo muitos especialistas, o nosso país possui a capacidade
tecnológica, muito urânio e conhecimento técnico suficiente para produzir uma
bomba nuclear em um prazo até relativamente curto se decidisse fazê-lo. No entanto, o desenvolvimento de armas
nucleares é proibido pela nossa Constituição (que limita o uso da energia
nuclear só para fins pacíficos) e por tratados internacionais assinados. O TNP, Tratado de
Não Proliferação Nuclear, em vigor desde 1970 impede a disseminação de armas
nucleares no mundo e busca também promover o desarmamento.
O
engraçado e irônico é que esse tratado só permitiu que apenas cinco países
(EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) pudessem ter armas nucleares em seus
arsenais. E não é à toa que esses mesmos países formam o Conselho de Segurança
da ONU, a fracassada Organização das Nações Unidas. Só que depois desse
tratado, mais quatro países já entraram para o clube nuclear: Israel, Índia,
Paquistão e Coreia do Norte. O Tratado sobre a Proibição de Armas
Nucleares (TPAN), adotado em 2017 e em vigor desde 2021, é o primeiro acordo
internacional juridicamente vinculativo que proíbe o desenvolvimento, teste,
produção, armazenamento, uso ou ameaça de uso de armas nucleares. Com o objetivo
final de eliminação total, o tratado foi impulsionado e assinado por mais de 80
países, Brasil inclusive embora as potências nucleares não tenham aderido.
Com
uma política externa extremamente agressiva, os Estados Unidos e a Rússia
principalmente agridem outros países do mundo a hora que querem. Quando a União
Soviética se desmantelou, a Ucrânia herdou vários foguetes balísticos com
ogivas nucleares e um outro tanto de bombas atômicas. Mas em troca da paz e da
promessa de não ser invadida no futuro, entregou “de mãos beijadas”
tudo para a Rússia. Não deu outra: foi invadida pelos russos e hoje está
perdendo territórios numa velocidade avassaladora. Se tivesse essas armas,
duvido que o facínora do Vladimir Putin tivesse invadido o vizinho. Com a bomba
atômica em mãos, a Índia peitou a China e assustou o vizinho e arqui-inimigo
Paquistão. Os paquistaneses produziram a sua bomba e brecaram as ações
belicosas dos indianos. E se a Venezuela tivesse também a sua bomba atômica?
Duvido
que o covarde Donald Trump tivesse tido coragem de atacar o país sul-americano.
O Irã já devia ter produzido suas armas nucleares há tempos. Nem os sionistas
israelenses nem os assassinos norte-americanos teriam atacado e nem quereriam
briga com os aiatolás. Por que Israel pode ter armas nucleares e os iranianos
não? Se outro país do Oriente Médio tivesse um bom arsenal nuclear, os judeus
estavam “pianinho” e não teriam assassinado de forma covarde e infame mais de
70 mil mulheres, velhos e crianças na Faixa de Gaza. Por que as potências
ocidentais não atacam a Coreia do Norte? Têm medo de quê? Os mísseis balísticos
intercontinentais e as mais de 90 ogivas nucleares de Kim Jong-un não estão
para brincadeiras. O Brasil tinha que ter uma bomba, sim! Com ela,
jamais nos curvaríamos para ninguém no cenário internacional. Os taludos
norte-americanos não interviriam na nossa política e nos respeitariam. Mas
cadê Lula e o PT?
*Foi Professor em Porto Velho.
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