Segunda-feira, 14 de agosto de 2017 - 09h40

Por Fernando Brito, do Tijolaço - Na manchete de O Globo, o “projeto econômico” do Governo para aumentar “só” em 20 ou 30 bilhões o rombo das contas públicas para 2018.
É algo de imensa complexidade e de elevada teoria econômica: vender tudo o que for possível vender, do jeito que for possível, sem muitas considerações sobre preço, oportunidade, conveniência, papel estratégico…
Nesta conta entram aeroportos ( a participação da Infraero), poços de petróleo (prontos ou prospectos que levarão anos até produzir – e minimamente, com a redução do conteúdo nacional) qualquer demanda interna com investimentos e usinas elétricas também já funcionando há muitos anos, hoje praticamente geradores de caixa líquido.
O objetivo é reduzir um déficit que, independente disso, só cresce.
Só nos jornais de hoje, noticia-se que as Forças Armadas só têm recursos para funcionar até o mês que vem e que um quarto das UPA construídas pelos governos Lula e Dilma não têm recursos dos governos estaduais e das prefeituras quebrados para funcionar. “Além das 163 UPAs prontas, mas que não podem ser utilizadas pela população, há 993 unidades básicas de saúde e cem hospitais fechados em todo os país”, diz O Globo.
O cenário parece estar mais ou menos traçado: não menos de R$ 20 bilhões de rombo extra este ano – para as contas “fecharem” e uma perspectiva de R$ 20 ou 30 bilhões de déficit além dos R$ 130bi já previstos, mesmo considerando receitas extras que – no delírio – poderiam chegar a R$ 60 bilhões, mas que talvez, na prática, cheguem à metade.
Providência em relação à receita corrente, aquela que sustenta “a casa”?
Zero: nenhuma medida para destravar investimento ou consumo, nenhuma medida para mudar a tributação injusta, nada para corrigir as distorções que façam os ricos pagarem pouco e sonegarem muito e os pobres pagarem em demasia.
Os nossos gênios da economia são capazes de, no máximo, promover um bazar para “fechar o mês”.
Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Segurança pública – o assunto que vai dominar os debates da campanha eleitoral de 2026
Não é a saúde. Não é a educação. Apesar de serem considerados setores essenciais à população, o assunto que vai dominar a campanha eleitoral deste a

Enquanto os do Olimpo se alimentam da claridade que fabricam, os da Névoa navegam na bruma que lhes deixam e ambos, sem o saber, são reflexo um do

Marcos Rocha: de volta ao jogo político?
Pelo que se tem lido na imprensa, parece que o governador de Rondônia, cel. Marcos Rocha, encontrou um partido para chamar de seu. Trata-se do PSD,

BR-364: pedágio veio para ficar
A cobrança do pedágio na BR-364 não é uma novela mexicana como muitos, de forma confortável, ainda pensam. Muito menos achar que, de uma hora para o
Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)