Sexta-feira, 30 de abril de 2021 - 09h06

Nesses termos de
pandemia, quem você acha que realmente precisa de solidariedade: quem prometeu
comprar milhares vacinas para imunizar a população, mas, até hoje, não cumpriu
a promessa, ou aqueles que perderam seus familiares e amigos para o maldito
covid-19? A resposta, de tão óbvia, parece-me supérflua. Solidarizar-se é apoiar alguém num momento
difícil. É expressar ou manifestar uma vontade de ajudar o próximo com gestos
concretos. Esse é o conceito de solidariedade encontrado em todos os
dicionários da língua portuguesa.
Infelizmente, há os que
preferem, por motivos que só Deus e eles conhecem, inverter o processo natural
das coisas, isto é, declarando apoio a políticos mentirosos. Conhecendo o
perfil dos que assim procedem, não é preciso muita engenhosidade para saber o porquê
da decisão. Enquanto isso, pessoas continuam morrendo e as milhares de doses de
vacinas não chegam.
Mas sempre foi assim. E
sempre será. O povo só é lembrado e exaltado no período eleitoral. Pena que
muita gente ainda não aprendeu a lição, insistindo nos mesmos erros. No próximo
ano, haverá eleições. Quero ver com que cara essa gente vai bater na porta do
eleitor para pedir o seu voto. Recomendo que se comesse pelos lares daqueles
que perderem familiares e amigos na luta contra o vírus. São essas e tantas
outras pessoas, que padecem nos leitos dos hospitais, que estão precisando não
apenas de solidariedade, mas, principalmente, de vacinas, as quais já deveriam
ter chegado, não fossem a incúria, o desrespeito pela vida humana e a má vontade
de muitos que nos governam. É provável que eles e seus familiares até já tenham
sido imunizados. Então, por que se preocupar com o povo?
Politizar-se, é a
palavra-chave. Quando o povo não tem consciência dos seus deveres e direitos
como cidadão, quando ele não procura politizar-se mais e saber usar essa
politização de modo consciente, deixando-se seduzir pelo canto de sereia de
políticos mentirosos, o resultado é sempre desastroso. Aí, quando o barco
começa a afundar, não adianta desesperar-se, tampouco chorar sobre o leite
derramado. Solidarizo-me com aqueles que realmente precisam.
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