Quarta-feira, 9 de junho de 2021 - 19h35

No Brasil, tornou-se
lugar comum admitir que, se um político ou dirigente público for apanhado com
as mãos sujas no erário, ao invés de merecer a devida e exemplar punição, passa
ele a ser endeusado. Muitos jamais passariam incólumes diante de uma delegacia
especializada em crimes de fraudes e furtos. Mesmo assim, são paparicados e
exaltados por cabeças ocas. Vivemos uma completa inversão de valores, seja no
ambiente político, seja no ambiente social, seja, ainda, no ambiente familiar,
onde algumas pessoas desenvolveram a capacidade de aceitar o errado como certo
e vice versa. Onde já se viu isso! Tenha santa paciência!
Para alguns, é
compreensível o hábito de imaginar que um político ou dirigente público,
suspeito de corrupção, não pode ser investigado e, se for o caso, punido,
apenas porque seus acusadores também são alvos de investigações. De igual modo,
parece ter-se incorporado à ética (?) de brasileiros a crena segundo a qual “se
eu não roubar, vem outro e rouba”, o que tem justificado o aparecimento de
diversas bandalheiras envolvendo recursos do contribuinte.
Ainda bem que podemos
contar com a vigilância indômita dos órgãos de fiscalização e repressão, como
as policias civil e federal e os tribunais de contas. Caso contrário, o vírus
da corrupção já teria corroído todo o tecido social. Apesar disso, sempre há
algum disposto a jogar na latrina princípios éticos e Divinos e mergulhar de
cabeça no lodaçal fétido da bandidagem.
Aqui e acolá, a
população toma conhecimento de denúncias graves envolvendo o desvio criminoso de
recursos públicos, por meio de licitações fraudulentos, ou, então, de contratos
direcionados para atenderem apaniguados políticos, como se isso fosse a coisa
mais natural do mundo. E o pior é que essa gente ainda tem a cara de pau de
aparecer na mídia vestindo o manto esfarrapado do falso moralismo, achando que
todo mundo é idiota. Assim já é demais. Chega
de roubalheira!
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