Porto Velho (RO) quinta-feira, 22 de agosto de 2019
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Reinventando o governo


Reinventando o governo  - Gente de Opinião
Eu fico brincando no blog. Falo sério, tem hora. Brinco, tem hora. E vou levando assim, porque escrever todo dia, sem ser jornalista, sem hábito, sem ser professor de lingua portuguesa, sem saber a nova ortografia, muito menos, os cuidados com as concordâncias. Escrevo no sopapo, quase sem respirar. Sempre tem alguma coisa para fazer. Pilhas de documentos para assinar. Acho uma loucura, me dói na alma as pilhas de documentos. Não releio, nem corrijo nada. Vai no estirão. Perdão não vou pedir pelos erros. Desculpas também não. É o melhor de mim, sem acabamento e nem arte.

Tenho um livro guardado que não empresto. REINVENTANDO O GOVERNO, escrito em 1992 por dois americanos – David Osborne e Ted Gaebler. Baita livro para qualquer homem público. Está bem velho no tempo, mas, ainda é um clássico. Ensina que o administrador não pode se conformar com o ritmo da burocracia, que deve sempre ter alternativas, ser criativo, pensar diferente e fazer. Ter peito e se possível – insurgir-se contra o modelo. Recomendo-o para uma boa e permanente leitura.

No governo, todos incentivos apontam no rumo de não se cometer erros. Você pode acertar 99 vezes, ninguém nota. erre uma só vez e estará liquidado. Há diferença enorme entre empresa e governo. Neste tudo é mais lento por ser democrático e aberto. A missão fundamental do governo é fazer o bem. E não fazer dinheiro, que é o fundamento da empresa privada.

A princípio, na crise, o governo só tem duas saídas: aumentar imposto ou reduzir despesa. Deve ter uma terceira via. E esta é a INOVAÇÃO. Por exemplo, o desperdício no setor público é um exagero. Gente que não trabalha de jeito nenhum. O excesso de burocracia. Hábitos antigos dificeis de serem eliminados. Absorver novas idéias e processos. Enfim, governo empreendedor. Porque as idéias antigas são poderosas, resistentes, incorporadas, mas, devem ser eliminadas.

Todo governo precisa, de vez em quando de uma perestroika. Lembram-se dela quando mudou completamente a Rússia?

Eu particularmente simpatizo com o modelo do terceiro setor. ONGS, OSCIPS, COOPERATIVAS, ENTIDADES RELIGIOSAS, ALGUMAS ASSOCIAÇÕES. Elas trabalham mais enxutas. Visam a menos lucratividade. Exigem compaixão e solidariedade com os indivíduos. É o caso aqui das Irmãs Marcelinas, em Candeias. Das igrejas que cuidam de dependentes químicos. E outras mais.

Há sempre um choque brutal entre o público e o privado. Falar em privatização para alguns fere de morte. Como se o mundo fosse acabar. O que vale é o bom senso. Nem sempre privatizar é perfeito. Encarece o serviço e a qualidade nem sempre é boa. Há também desvios significativos. Mas, se o Estado tiver a mínima competência para fiscalizar e agir, a comida servida por ser melhor, quente e no peso certo. O lixo coletado pode ser bem feito e no peso correto. Se deixar solto vira anarquia. O Estado sozinho não dá conta de fazer tudo.

O fato de uma estrada ser construída pela iniciativa privada não significa que a estrada seja particular, do empresário. Precisamos de um governo que pode e deve governar. Não um governo que “faz” tudo. Não um governo que “administra” tudo. Mas, um governo que governa.

Os governos não podem viciar o povo. Transformá-los em dependentes exclusivos do Estado. As famílias, comunidades também tem suas responsabilidades. Ninguém pode varrer a sua porta. Nem catar o lixo do seu terreiro. Nem combater a dengue no seu quintal. E muito mais. O papel da comunidade na escola, na rua, no posto de saúde é indispensável. Governo não é tudo. Bons cidadãos constroem comunidades fortes.

Para melhorar a qualidade da educação – o movimento pode e deve vir de baixo. Da base. Seria fundamental. Como tardará a chegar este dia, vamos de encontro com a base, vamos achatar a distância. O governo deve descer às famílias, às escolas, para um grande movimento inverso. Acabar com certas ladainhas e resolver problemas fáceis e conhecidos. Porque há um muro no meio do caminho. Parece um muro, não é muro, é preconceito.

Dias atrás falei com Allan França, sobre um pontilhão estirado sobre um “banhado” que liga São Carlos a Cuniã. Se o Estado for fazer o serviço fica caro demais. Recomendei que fizesse um convenio com a comunidade. Com certeza, eles farão o “palafitado” bem barato, com a força da comunidade. Porque eles é que sabem o peso de carregar na cabeça um saco de farinha por mais 10 km. Fazer o pontilhão será bem mais fácil e terá a força da solidariedade.

É por isso que criei, eu mesmo, o slogan do meu governo – “GOVERNO DA COOPERAÇÃO” ao invés de governo forte e absoluto, mexer com os brios do povo e dividir com eles as soluções. Vamos neste caminho. Todo mundo porque o governo que todos participam, o seu programa se incorpora ao cotidiano e ninguém mais tira dos usos e costumes.

Ainda não vi no Brasil nenhum movimento de pais lutando pela melhoria da educação. Incrível. Não vi. E sei que vou morrer sem ver. Na saúde há gritos e denúncias diárias. No meio ambiente também. Na Segurança Pública de quando em vez. Agora, na educação, não. Os pais estão satisfeitos com as escolas. O que é uma pena, porque não é verdade que elas estejam boas. E bem que mereceria um movimento nacional na Praça dos Tres Poderes, como se faz pelo Código Florestal e por crédito rural.

Fonte: Blog do Confúcio
 

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