Porto Velho (RO) quinta-feira, 22 de agosto de 2019
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Que civilização é esta?



O mundo contemporâneo é marcado fundamentalmente pela civilização técnico-científica de viés tangencial ao surgimento de novas e avançadas tecnologias de cunho, como diz a própria definição, científico e aplicado. Há aqui a necessidade de aplicação prática, que visa tanto o benefício quanto o lucro numa perspectiva imediatista e capitalista, respectivamente, por assim dizer a instauração de uma proposta demandante do sistema sociopolítico hodierno, embasada em financiamentos rendáveis positivamente ao patrocínio desenvolvimentista e alimentador dessa estrutura.

O ser humano, dotado de inteligência e de capacidade pensante, é capaz de criar e de desenvolver mecanismos complexos, engenharias múltiplas, maquinários repletos de quesitos altamente modernos. Dessa forma, como criador da tecnologia, o homem é também o responsável primeiro para que os recursos provindos para a elaboração da tecnologia sejam adequados e dialoguem com o meio ecológico em que se inserirá, e mais tarde é responsável direto também pelas consequências dessa tecnologia tender, numa visão otimista, mais para o lado positivo do que para o negativo.

Se a tecnologia trouxe facilidade e comodidade para a humanidade, veio com ela também uma onda de fatores prejudiciais tanto para o homem quanto para de um modo geral para a natureza. E a existência da positividade tecnológica não representa na sua totalidade uma justificativa teorética que gere passividade e tranquilidade ante as diversas situações ecoantes e merecedoras de análises sistêmicas que formulem conclusões convincentes e que subjazam à avalanche da tecnologia.

Dessa forma, aqui se faz necessário um julgamento equânime, entre Heidegger que defendia que a tecnologia acarretaria a catástrofe e destruição ambiental; e os hipertecnólogos que atestam e postulam a favor da ciência. De certo modo, o pensamento heideggeriano encontra lugar, sobretudo no cenário do mundo atual que vive assolado pela crise ecológica. Por outro lado, faz sentido e vale ressaltar os proveitos do advento e da constatação da era da civilização técnico-científica.

A relação entre homem e tecnologia ganha espaço dentre essas colocações, porque emerge a necessidade de o criador da tecnologia saber manuseá-la, portanto saber usar o bem numa situação não de se tornar escravo, mas na condição de superior, dominar no bom sentido. E quando se fala de tecnologias, se fala indiretamente do sistema econômico numa perspectiva atual, e isso resulta automaticamente em falar de política num processo inseparável de unidade, em que uma está intrinsecamente ligada à outra, de modo que, o financiamento de tecnologias beneficia como sempre, os dominantes que possuem interesse por trás disso.

O feliz processo de desenvolvimento e de avanços obtidos pela humanidade, fruto de longas jornadas de pesquisas é um fato de grande valia e promovedor de melhorias em diferentes aspectos estratificados. Portanto, a civilização vigente no mundo hodierno traçada por esses determinantes conjunturais necessita de uma profunda reflexão mentora mais do que de inteligências artificiais, de uma sociedade tecnológica humana.

Felipe Augusto Ferreira Feijão

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