Quarta-feira, 5 de novembro de 2025 - 11h44

Entra governo, sai governo, e o problema do desabastecimento de água em
Porto Velho persiste. Após oito anos no comando da capital, Hildon Chaves
entregou a cidade ao seu sucessor, Léo Moraes, surfando numa onda de
popularidade capaz de matar de inveja adversários políticos, mas não conseguiu
avançar praticamente nada no acesso à água potável, um direito fundamental para
a saúde pública e à dignidade das pessoas. Ainda no governo Hildon, aventou-se
a possibilidade de transferência dessa atividade do poder público para a
iniciativa privada, com a promessa de se ampliar o acesso à água canalizada e
melhorar a qualidade do serviço prestado à população, porém a ideia não
prosperou.
O ex-governador de Rondônia, Ivo Cassol, até que se esforçou para
garantir água na torneira do povo porto-velhense, mas esbarrou no debate
político ideológico e nos desafios contínuos relacionados ao setor. O atual
governador Marcos Rocha está prestes a encerrar seu segundo mandato, porém não
conseguiu tirar do papel o compromisso de campanha de levar água canalizada aos
moradores de Porto Velho.
A discussão envolvendo o futuro da política de abastecimento de água da
capital passa, necessariamente, pela compreensão sobre os interesses políticos
que gravitam em torno desse tema e a determinação do poder público em fazer
valer aspectos realmente importantes para os moradores de Porto Velho. Quando o
assunto é água potável, a capital do estado de Rondônia ocupa o ranking das
piores cidades do Brasil, onde menos de 27% dos habitantes são atendidos. Não
menos grave é a situação da coleta e tratamento de esgoto. Apenas 5,8% da
população têm acesso a esse serviço. Daí a importância de que a administração
Léo Moraes busque uma saída para o problema.
Muito se tem dito e escrito sobre o acesso à água potável, coleta e
tratamento de esgoto da capital, com o compromisso de que algumas providências
logo serão tomadas, mas parcela expressiva da população ainda não teve
assegurado o direito de ter água tratada de qualidade e, o que é pior, é
obrigada a conviver com esgotos fétidos a céu aberto.
Terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
A corrupção atinge qualquer regime político e faz parte da história da humanidade. Porém, é muito pior nas ditaduras, porque a sujeira é jogada para

Nem Deus, nem Pátria, nem Família
O outro slogan, que contraria o título acima, pode até não ser fascista, mas foi usado por mais de vinte anos por Mussolini e foi criado durante a u

Só discurso não vai resolver o problema da violência
Entra governo, sai governo, repete-se a mesma cantilena demagógica. Logo que o novo secretário de segurança pública assume o posto, anuncia-se o que
Terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)