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Porto-velhenses sofrem com a escassez de água potável


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

Entra governo, sai governo, e o problema do desabastecimento de água em Porto Velho persiste. Após oito anos no comando da capital, Hildon Chaves entregou a cidade ao seu sucessor, Léo Moraes, surfando numa onda de popularidade capaz de matar de inveja adversários políticos, mas não conseguiu avançar praticamente nada no acesso à água potável, um direito fundamental para a saúde pública e à dignidade das pessoas. Ainda no governo Hildon, aventou-se a possibilidade de transferência dessa atividade do poder público para a iniciativa privada, com a promessa de se ampliar o acesso à água canalizada e melhorar a qualidade do serviço prestado à população, porém a ideia não prosperou.

O ex-governador de Rondônia, Ivo Cassol, até que se esforçou para garantir água na torneira do povo porto-velhense, mas esbarrou no debate político ideológico e nos desafios contínuos relacionados ao setor. O atual governador Marcos Rocha está prestes a encerrar seu segundo mandato, porém não conseguiu tirar do papel o compromisso de campanha de levar água canalizada aos moradores de Porto Velho.

A discussão envolvendo o futuro da política de abastecimento de água da capital passa, necessariamente, pela compreensão sobre os interesses políticos que gravitam em torno desse tema e a determinação do poder público em fazer valer aspectos realmente importantes para os moradores de Porto Velho. Quando o assunto é água potável, a capital do estado de Rondônia ocupa o ranking das piores cidades do Brasil, onde menos de 27% dos habitantes são atendidos. Não menos grave é a situação da coleta e tratamento de esgoto. Apenas 5,8% da população têm acesso a esse serviço. Daí a importância de que a administração Léo Moraes busque uma saída para o problema.

Muito se tem dito e escrito sobre o acesso à água potável, coleta e tratamento de esgoto da capital, com o compromisso de que algumas providências logo serão tomadas, mas parcela expressiva da população ainda não teve assegurado o direito de ter água tratada de qualidade e, o que é pior, é obrigada a conviver com esgotos fétidos a céu aberto.

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