Porto Velho (RO) sexta-feira, 27 de novembro de 2020
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Para quem tem cloroquina, quem se importa com vacinação?


Para quem tem cloroquina, quem se importa com vacinação? - Gente de Opinião

Diante de severas crises que costumam abalar as Nações, tudo que se espera dos seus governantes, são ações, atitudes e comportamentos sensatos, equilibrados, que corroborem na formulação de políticas, em iniciativas propositivas, visando a melhor gestão dos recursos materiais e humanos, que possam implicar, no melhor dos resultados, trazendo a vida, para o seu curso normal.

Aqui no Brasil, desde o inicio da pandemia, temos assistido um presidente, indo na contramão do que efetivamente, tem sido a norma no mundo inteiro.

Nesse quadro caótico que nos encontramos, precipitado ainda mais, pelo covid 19, tudo que não se precisa, é gente tensionando ainda mais, uma situação que por si, já tem seu quadro de exacerbação.

Nessa perspectiva, falta bom senso, maturidade política, espírito republicano, ao Presidente do Brasil. Ele é do tipo, que quer “apagar fogo com gasolina”. Não precisamos elencar, as inúmeras vezes, que o Presidente Jair Bolsonaro, ao invés de se colocar como mediador em determinadas situações, tentou esticar a corda ainda mais, nos conflitos que emergiam na sociedade, querendo medir forças, sem nenhuma necessidade, em situações de disputas, quando na verdade, deveria se comportar, contribuindo para criar movimentos conciliatórios, apaziguadores, para que se  estabelecesse, a serenidade devida, em questões dessa ordem.

Mais recentemente, com a possibilidade de surgir uma vacina, que enseja a cura da covid 19, o Presidente, sem qualquer discussão mais abalizada com os setores envolvidos nessa empreitada, se coloca contrário, à obrigatoriedade da imunização da população.

Soa estranho, pois justamente, essa é uma das medidas mais saneadoras para a cura de uma pandemia, causada por um vírus. É assim no mundo inteiro. Continua sendo assim no Brasil, em relação aos diversos casos de acometimento de certas doenças, como sarampo, varíola, poliomielite, etc.

Soa mais estranho ainda, vindo de um Presidente, que quis empurrar “goela abaixo”, uma medicação para o tratamento dessa mesma pandemia, qual seja, a cloroquina e seus derivados, sem que se soubesse concretamente, segundo as recomendações da OMS, sobre a sua eficácia. E o presidente, contrariando essas orientações, desafiou a ciência, e se colocou como “garoto propaganda” veiculando onde quer que surgisse alguma oportunidade, a eficiência desse remédio. Até uma ema, se viu obrigada a presenciar, a desenvoltura do Presidente, na divulgação do seu produto de estimação.

É óbvio, que não podemos concordar, que o uso de uma vacina, não cumpra todo um procedimento, que esteja de acordo, com todas as exigências e precauções, impostas pelos órgãos responsáveis, pelas testagens, verificações e fiscalizações dos seus resultados, até que esteja apta para o uso da população. 

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