Quarta-feira, 1 de março de 2017 - 21h30

Demitir Padilha talvez não seja a melhor solução para Temer. Ele se livra de um problema, afasta a Lava Jato do Planalto, mas perde um articulador para a reforma da Previdência e outras tarefas tão fétidas quanto. Quebra, ainda, a sua própria determinação de que ministro só seria afastado se virasse réu e reconhece que pesa sobre Padilha uma suspeita de alta gravidade.
Mas, por outro lado, isso ajuda a sua narrativa de que a parte do dinheiro que lhe coube não teve mutreta como a de Padilha. É uma forma de ficar de mal com o seu homem-forte. Separar o joio do trigo.
Não demitir Padilha, no entanto, é ainda pior. É continuar convivendo no núcleo do poder com um ex-homem forte que virou um fósforo queimado perante a opinião pública.
Ele foi desmascarado. Antes eram só os políticos, agora toda a população sabe como ele age nas sombras. Toda negociação que fizer estará sob lupa e sob suspeita.
Quanto mais Padilha continuar ao lado de Temer, mais vai contaminar todo o governo.
O menos traumático seria o próprio Padilha tirar o time de campo e voltar a disputar o campeonato estadual gaúcho. Deu pra ti.
Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
O voto da diáspora - direito ou privilégio?
Do “Portugal ingrato” ao debate sobre quem merece representaçãoO debate sobre o direito de voto dos emigrantes portugueses regressa ciclicamente a

A política não é ambiente para fanfarrões
A hipocrisia está presente em quase todas as relações humanas, porém, é na política, que ela se mostra com maior desembaraço, principalmente no perí

Medalhas que inspiram o futuro da ciência
Quando a teoria ganha o céu de maneira prática, o interesse genuíno dos estudantes aumenta. Áreas que antes não atraíam jovens passam a ganhar espaço.

Maduro e o cofre de ouro na Suíça
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou à Suíça R$ 5,2 bilhões em ouro entre 2013 e 2016, dinheiro esse que agora está congelado pelo governo
Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)