Quinta-feira, 19 de janeiro de 2023 - 16h14

“Os Miseráveis”, título deste artigo, é considerado a maior obra do romantismo francês. O livro denuncia o preconceito, o descaso, o abandono e as injustiças a que estavam sujeitos os deserdados da sorte nas grandes cidades da época. Seu principal personagem, Jean Valjean, era um garoto pobre, que ficou órfão ainda muito pequeno, e foi acolhido pela irmã mais velha, casada e mãe de sete filhos. Tempos depois, a irmã enviuvou e Jean passou a arrimo de família, sendo, portanto, obrigado a exercer atividade rudes e mal remuneradas. Desempregado, Jean não suportou ver as crianças com fome, e quebrou a vitrine de uma doceria para roubar um pão. Foi preso em flagrante e condenado a dezenove anos nas terríveis galés francesas.
Trazida para os dias de hoje, a história escrita pelo maior poeta do século XIX, Victor Hugo, cai como uma luva. Os quase quatro bilhões de miseráveis continuam vagando pelo mundo. No Brasil, segundo dados do IBGE de 2021, eram quase sessenta e três milhões de pessoas, algo em torno de trinta por cento da população, que sobrevivia com menos de dezessete reais por dia. Em Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, eles são vistos nas esquinas, embaixo de semáforos e marquises, e nos principais cruzamentos das ruas centrais. São velhos, homens e mulheres, jovens, crianças, desempregados e doentes, que deveriam gozar das garantias constitucionais de um país que ocupa o décimo lugar no ranking das maiores economias do mundo. Em vez disso, vivem expostos à humilhação e à comiseração pública.
Durante as campanhas eleitorais não faltam
propostas voltadas para reverter essa e outras situações degradantes contra as
quais se debatem muitos de nossos irmãos, aqui e alhures, mas logo elas
desaparecem nos tortuosos labirintos da burocracia oficial, enquanto aumentam
os números da desgraça, clamando por uma sociedade contagiada de bons
sentimentos e de iniciativa, e de governantes que realmente estejam dispostos a
fazer justiça social.
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