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Os maiores perdedores das eleições de outubro


Os maiores perdedores das eleições de outubro - Gente de Opinião

Se eu (como a grande parcela da população brasileira) não acreditava muito em pesquisa eleitoral, agora, depois de acompanhar pela televisão a apuração das eleições de domingo (2), só tenho razões para alimentar ainda mais minha desconfiança. E os motivos são muitos. Enumerá-los, porém, seria abusar da paciência do leitor. Além do mais, são tantos os exemplos que não caberiam nesse espaço de jornal. O que aconteceu? O que saiu errado? Por que disparidades tão gritantes entre um e outro candidato? Imagino que essas e outras perguntas devem estar fervilhando nas cabeças de alguns especialistas em pesquisas eleitorais.

 

Não há dúvidas de que os maiores perdedores das eleições de outubro foram os institutos de pesquisa. Foi um vexame atrás do outro. Os exemplos são abundantes. Teve candidato ao governo de Rondônia que foi dormir confiando nas pesquisas de que chegaria em primeiro lugar com uma distância significativa para o segundo colocado. Por pouco, não foi atropelado pelo adversário, que concluiu a prova mordiscando-lhe os calcanhares, com menos de três pontos percentuais de distância do favorito nas sondagens.  E o que dizer da disputa pelo senado, quando quase todos os institutos apontaram uma vitória, digamos, tranquila, da candidata Mariana Carvalho, do União Brasil, mas quem levou a melhor foi um senhorzinho do interior de nome Jaime Bagatolli, do PL, com quase trinta mil votos de diferença. E o resultado para a corrida presidencial. Os números da apuração falam por si sós. Deixemos, pois, que os especialistas no assunto queimem os neurônios para tentarem justificar a patacoada. Em vão. O estrago já está feito. Impossível recuperar o leite derramado. Qualquer tentativa nesse sentido só contribuiria para aumentar ainda mais o grau de descrédito de que muitos institutos de pesquisa desfrutam no conceito da opinião pública.

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