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Opinião: Qual é o futuro da economia de Porto Velho?


Essa é a pergunta que muita gente vem fazendo. Como pré-candidato à prefeitura da Capital do Estado, já fui questionado diversas vezes a esse respeito. O povo está preocupado porque vem ouvindo falar que a cidade vai entrar em crise devido ao final das obras das usinas do Rio Madeira. Isso pode ser verdade, se ninguém fizer nada a respeito. Mas o que é preciso fazer?

Em primeiro lugar é preciso que a gente se conscientize de que precisamos aprender com a nossa história. Quem não aprende com sua própria trajetória comete os mesmos erros duas ou mais vezes. Porto Velho cresceu com ciclos econômicos que começaram e acabaram sem nenhum tipo de planejamento. Assim aconteceu com o ciclo da borracha, com a construção da estrada de ferro, com o garimpo, mineração de cassiterita e outros. Cada ciclo terminando com o surgimento de bolsões de pobreza e falta de infraestrutura.

Agora, de 2007 para cá, vimos começar um outro ciclo, que foi o da construção das usinas do Rio Madeira. Muita gente veio com emprego certo, mas teve gente que veio apostando no crescimento da economia, como também teve muito portovelhense investindo em função de uma demanda de mercado que hoje já está caindo. E agora?

Cabe ao município correr agora para evitar o mesmo final de ciclo que sempre vimos acontecer. Para isso, olhando o problema dentro do ponto de vista do PDT, temos a certeza de que a solução está na educação e no trabalho. Mas não podemos pensar em deixar o portovelhense correr atrás de iniciativas que ninguém sabe se vão dar certo ou não.

A palavra chave agora é a criação de um desenvolvimento sustentado. A população hoje precisa de emprego, assim como seus filhos e seus netos precisarão. Isso vai exigir que o município invista pesado em um levantamento das nossas vocações econômicas, para que possamos conhecer nossos verdadeiros potenciais e fazer apostas certas. Não podemos jogar nas costas da iniciativa privada, do cidadão, encontrar sozinho o caminho das pedras. Temos as ferramentas para fazer isso.

Precisamos saber o que devemos produzir, qual mercado vamos atender e se temos matriz energética para isso. É difícil tomar decisões a esse respeito sem dados e sem pesquisa.

Assim como também não dá para apenas investir no campo macro e deixar abandonadas as iniciativas pequenas e médias, que são tão carentes de informações e estudos de viabilidade.

Essa é a primeira de uma série de questionamentos que quero tentar responder como pré-candidato à prefeitura de Porto Velho pelo meu partido, o PDT. Vamos nos debruçar sobre os problemas, olhá-los de perto e buscar soluções não apenas duradouras, mas estímulos à sociedade. Pois foi a sociedade que deu um show de iniciativa e pujança econômica nos últimos anos aqui na nossa Capital. Temos que pensar uma Porto Velho que seja terreno fértil para seus empreendedores, geradores de renda, de emprego e investidores na educação e na nossa vocação econômica.

Um grande abraço a todos

Dalton di Franco

 

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