Quinta-feira, 30 de setembro de 2010 - 11h16
*Luiz Butuado
Às vésperas do pleito eleitoral em tempos de ficha limpa e mudança de paradigma na política, é necessário que os homens que buscam o Poder primem pela coerência. Mas, infelizmente, não é exatamente o que se tem visto na propaganda eleitoral. Vou ater-me aqui, apenas a uma peça da coligação liderada pelo governador João Cahulla, candidato à reeleição.
Na peça o locutor fala (em off) que ‘se você contrata um pedreiro para construir ou reformar sua casa e ele trabalha bem, não desperdiça material e toca a obra dentro do prazo e, se está tudo certinho, não tem porque mudar de pedreiro’. A peça faz uma clara alusão aos quase oito anos da administração de Ivo Cassol, que teve o atual governador João Cahulla como vice no segundo mandato.
Ora, é inegável que Rondônia avançou muito nos últimos oito anos, não só pela condução que Cassol deu à administração estadual, mas também impulsionado pela boa maré de crescimento da economia nacional e mundial e, finalmente, por grandes investimentos da União, como as usinas do Madeira, para ficar apenas nesse exemplo. Outro fator que ajudou Ivo Cassol e que ele, matreiramente, não faz uma única menção, foi o trabalho de organização administrativa realizado pela gestão do ex-governador José Bianco.
Mas daí a dizer que a casa está em ordem, que está tudo certinho, vai léguas de distância.
Quem necessita de atendimento na rede pública de saúde deve se sentir humilhado com essas afirmações de que está tudo bem. O que dirá, então, a família daquela senhora que foi executada à luz do dia em plena via pública por um assaltante que lhe roubou os 32 mil reais que seu marido, deficiente e incapacitado de andar, vitimado que foi pela hanseníase acabara de receber de indenização do Governo Federal.
Um pouco de coerência e menos empáfia na hora de alardear os benefícios da administração Cassol encaixa melhor no figurino de Cahulla, um homem simples de gestos moderados, cujas características mais positivas vêm sendo desfiguradas pelos marketeiros.
Acredito que o eleitor não vai deixar de votar no Cahulla se ele for honesto e reconhecer que há problemas, e como há, na segurança pública e na saúde. Deveria é aproveitar para formular propostas que venham solucionar a questão.
Os outros candidatos, então, vão de promessas mirabolantes a mentiras e devaneios, acreditando que o eleitor é burro.
*É jornalista
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