Domingo, 3 de julho de 2011 - 15h40
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Amigos, fiquei sem Internet até agorinha mesmo. Faltou luz em Ariquemes. Madrugada Internet fora do ar. Agora, 14,50 h, passou da hora de oferecer alguma coisa quentinha, bem cedo, deixo pra amanhã cedo, escrever alguma coisa especial.
Domingo sem blog. Apenas, para dizer alguma coisa do Itamar Franco, que morreu ontem, aos 81 anos de idade. Uma camarada ético, polêmico, gostava criar caso, chegou a por PM contra o Governo Federal. Decretou moratório de Minas. Namorador como JK. Assumido. Mas, sério e acima de qualquer suspeita.
Tem hora que fico pensando será que o Brasil conseguiria viver sem a malandragem?
Porque ela está tão enraizada nas pessoas. Fico reparando servidores públicos, empresários fornecedores, lobistas de todo lado, fico pensando, como é que o Estado pode se defender, quando principalmente quem fornece tem força de penetração dentro do Estado. E esta força de penetração de fora para dentro é forte. O Governador nem pode medir o tamanho desta influência. O pessoal de fora tem muita influência. Eles jogam entre si, na calada da noite. Arranjam-se em acordos de conveniência. Combinam quem ganha esta e quem ganha aquela. E vai atacando com goela imensa. E sai da frente. Porque na realidade no Estado tem muitas burocracias. A própria dele, que é da ineficiência e da lentidão. A outra é a burocracia do interesse externo, que também existe, que consegue segurar processo. Que consegue parecer de um aqui e o outro ali. Consegue tirar processo mofado do buraco, de mais de cinco anos para que seja pago agora.
Então, amigos, o dinheirinho do governo tem que se sentar em cima dele. Porque o jogo é bruto. E eu que quero tanto que as crianças estudem em regime integral. Uma melhor escola no campo com formação em agroecologia. Quero emprestar dinheiro pelos bancos socais as mulheres pobres e mães de família. E assim, quero atender a Ponta do Abunã que tem ficado por anos à mingua. Nem falo no Baixo Madeira e das margens do Rio Guaporé.
Meus camaradas, nós precisamos de alguns lideres fortes no governo que me ajudem pra valer. Eu preciso de parceiros fortes, determinados, sérios para atropelar a malandragem. A SEDAM tem que fazer como IBAMA. Se não tiver força que chame a Força Nacional. A Ministra já se colocou a disposição. Ou a SEDAM faz ou sofreremos intervenção federal na política ambiental. Eu vou morrer de vergonha. Então, querida Nanci faça um limpa geral. E procure clarear o cenário. Com leis claras, chamando os setores interessados para trabalharmos juntos para um novo momento.
Vocês viram, eu não queria escrever nada. Terminei fora de hora escrevendo. Até parece um desabafo. Não é não. É verdade.
Quando chegar alguém em qualquer repartição do Estado, falando em meu nome, qualquer assunto não comunicado por escrito e nem recomendado anteriormente e pessoalmente, pode bater a porta na cara. Porque é mentira. É blefe. Mande-o embora e continue o seu serviço.
Vou parar por aqui. Até para não passar dos limites da conveniência.
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