Segunda-feira, 30 de março de 2026 - 08h13

O dia 2 de abril é
celebrado mundialmente como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo,
instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). Mais do que uma data
simbólica, o momento reforça a importância da inclusão escolar e da escolha
adequada da escola para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), um
processo que exige atenção, informação e acompanhamento contínuo.
Pessoas autistas
podem apresentar desafios relacionados à comunicação, interação social,
sensibilidades sensoriais e acesso a serviços especializados. Nesse contexto, a
participação ativa da família é decisiva para o desenvolvimento do aluno,
oferecendo suporte emocional, estímulos adequados e um ambiente seguro para a
aprendizagem.
Uma dúvida
frequente é optar entre escola regular ou escola especial. A decisão deve
considerar as necessidades individuais da criança, já que o autismo se
manifesta de formas diferentes. O ideal é dialogar com os profissionais que o
acompanham, como terapeutas e psicopedagogos, para avaliar se ele está
preparado para a metodologia proposta pela instituição de ensino. Há estudantes
com TEA que se adaptam bem às turmas regulares, enquanto outros necessitam de
classes especializadas para melhor acompanhamento pedagógico.
No Brasil, a
inclusão escolar ainda enfrenta desafios. Muitas instituições não oferecem o
suporte necessário para alunos autistas, o que compromete o processo educacional.
A escola inclusiva deve valorizar as habilidades do estudante com TEA, adotando
práticas pedagógicas adaptadas. Atividades como musicoterapia, recursos visuais
e ensino estruturado contribuem para o desenvolvimento cognitivo e social.
Para avaliar se a
escola oferece o suporte ideal, é fundamental observar se há diálogo constante
entre professores, terapeutas e familiares, além de reuniões para discutir
estratégias de ensino e adaptação curricular.
É possível
encontrar escolas regulares que contam com salas especiais. Nesses casos,
alunos autistas recebem conteúdos como alfabetização e matemática em ambientes
adaptados, participando junto aos demais em atividades lúdicas e sociais,
promovendo integração e convivência.
Cada caso deve ser
analisado sem generalizações. A escolha da escola exige paciência e informação.
A inclusão de pessoas com autismo passa pela conscientização, combate ao
estigma, políticas públicas eficazes e formação de profissionais capacitados,
garantindo um percurso escolar mais justo e acessível.
(*) Luciana Brites
é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, mestre e
doutoranda em distúrbios do desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e
autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto
NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br
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