Domingo, 1 de janeiro de 2012 - 09h05
Acho muito engraçado quando algumas pessoas resolvem praticar a diarréia mental e tomam atitudes típicas da ignorância que reina pelo país. O carnaval traz bilhões em turismo, perto da subvenção da Prefeitura e do Governo (que também, diga-se de passagem, não corresponde nem a 10% da necessidade de recursos para se fazer um carnaval) se tornam brincadeira de banco imobiliário. Esses bilhões se convertem em aplicações em Saúde, Educação, etc... Particularmente concordo plenamente com a falta de subvenção por outros motivos. Acho uma afronta ter tantos problemas, tanta burocracia e tanta gente que só fala besteira, por míseros tantos mil, quando se precisa de 10 ou 12 milhões para competir com segurança. É muito bonito ficar falando que carnaval tem que ter menos luxo, mais simplicidade e fantasia de forminha de docinho e pet reciclada. Mas o turista paga pelo luxo. Tanto na imagem que chega à sua casa quanto ao que assiste na avenida. Ninguém quer pagar ingresso pra ver fantasia de papel ou desfile simples e criativo. Já que a prefeitura e governo não conseguem fazer uma licitação decente, melhor assim... Fica com seu dinheiro, o carnaval se profissionaliza, os patrocínios entram e acabam essas baboseiras com cheiro de crítica pudico-religiosa. E outra... Garanto que muita cidade metropolitana quer o desfile de carnaval em seu solo. Apoteose já está ultrapassada e nem as Escolas nem a Fesec tem obrigação de desfilar ali... no Sambódromo (QUE NÃO EXISTE?),
O dinheiro público, para ser gasto pelo prefeito, governador ou presidente, deve se submeter à lei vigente. Dinheiro público não pode ser gasto da forma como o governante bem quiser. Este deve prestar contas a população. A lei assim obriga. O Ministério Público apenas buscou o respeito à lei. A aplicação do dinheiro público no carnaval (subvenção) não pode se dar da forma como sempre foi feita, contrária a lei, pois o dinheiro repassado às Escolas de Samba e Bloco Carnavalescos, além de não sofrer qualquer controle quanto ao seu real destino (é voz corrente no samba que boa parte da subvenção não é aplicada no carnaval. Não é a toa que muitas Escolas de Samba estão sempre no vermelho, lotadas de dívidas com fornecedores e profissionais do carnaval), deixa de ser aplicado em outros setores públicos. Os gastos públicos devem ser moralizados, não apenas com o carnaval, mas com todas as áreas (saúde, educação, transporte, etc. As Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos, a FESEC, UNIBLOCOS, Prefeitura e Governo terão que buscar uma forma conforme a lei para subvencionar o carnaval. Existem leis que devem ser cumpridas, até para que possamos cobrar dos governantes. O erro não está na postura do Ministério Público, mas na forma errada como o carnaval sempre foi subvencionado.
Fonte: Amauri Leal
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