Quinta-feira, 27 de maio de 2010 - 06h41
Na guerra contra a ignorância, o estímulo à leitura precisa ser a arma principal. Se esta afirmação é verdadeira e já consegue uma natural unanimidade, a maneira de levar analfabetos às letras e analfabetos funcionais a aprender mediante a correta interpretação da escrita suscita as mais diferentes propostas e recomendações.
Uma dessas propostas se baseia em que as pessoas só vão ler se a leitura lhes trouxer prazer ou vantagem. No momento em que perceberem estar usufruindo de uma delas ou das duas possibilidades, não precisarão ser forçadas a ler. Mas há outros pontos de vista, que defendem a obrigatoriedade da leitura através de normas impostas por lei. Espontaneamente ou na marra, o que vai funcionar melhor?
Obviamente, obrigar a criança e o jovem a ler não funciona. Em prejuízo das próprias crianças e jovens, as listas de leituras obrigatórias trazem obras que só deveriam ser consumidas pelos leitores em uma outra etapa de sua formação. A obrigação de ler e resumir livros antigos criou a indústria dos resumos comprados, hoje fáceis de obter na Internet.
A editora Sônia Machado Jardim, presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros e do Instituto Pró-Livro, acredita que o grande número de alunos que saem da escola sem ter adquirido o prazer ou o hábito de ler deve ser combatido com uma nova forma de obrigar os escolares a ler: “Na minha opinião, a escola deveria ter uma hora de biblioteca na grade curricular, como um momento de prazer num ambiente agradável”.
Três anos – A proposta da editora é combinar obrigação com prazer. De fato, talvez ler e interpretar na mesma aula textos escolhidos pelos próprios alunos funcione mais que a “tarefa de casa” de ler e resumir livros clássicos de José de Alencar ou Machado de Assis. Mesmo sendo uma aula obrigatória de leitura, a possibilidade de o aluno poder escolher o tema e o autor dos textos pode permitir, abaixo de certas regras, a busca do prazer e da utilidade que a leitura pode proporcionar.
Sônia Jardim é uma otimista. O Brasil completou a primeira edição trienal (2006/2009) do seu primeiro Plano Nacional do Livro e Leitura positivamente, segundo ela. “O lado positivo do Plano Nacional do Livro e a Leitura foi a articulação entre o Ministério da Educação, o Ministério da Cultura e a sociedade civil, identificando e estimulando iniciativas em favor do livro e leitura”.
Fonte: Carlos Sperança.
Gentedeopinião / AMAZÔNIAS / RondôniaINCA / OpiniaoTV
Energia & Meio Ambiente / Siga o Gentedeopinião noTwitter / YouTube
Turismo / Imagens da História
Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Rocha desiste do senado e joga a culpa no vice
Acabou o mistério! O governador de Rondônia. Cel. Marcos Rocha, disse, durante entrevista ao jornalista Everton Leoni, que vai ficar no cargo até o

Juiz americano joga pá de cal nas pretensões de Vorcaro
Foi preciso que um juiz americano, motivado por um acionista do Banco Master, reconhecesse a legalidade do processo de liquidação da instituição par

Motorista Nota 10: a Ideia Visionária que Humaniza o Trânsito Brasileiro após 32 anos
O Brasil — e toda a humanidade — avança graças a homens pensantes, cujas ideias visionárias combatem epidemias sociais como a violência no trâns

O voto da diáspora - direito ou privilégio?
Do “Portugal ingrato” ao debate sobre quem merece representaçãoO debate sobre o direito de voto dos emigrantes portugueses regressa ciclicamente a
Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)