Porto Velho (RO) terça-feira, 24 de novembro de 2020
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OPINIÃO: Como é difícil arrumar palanque limpo em Rondônia



Se ficar o bicho pega e se correr o bicho come. Como é difícil arrumar palanque limpo em Rondônia.

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João Serra Cipriano

Marcha soldado, cabeça de papel, quem não marchar direito vai parar no Congresso Nacional. Tá difícil para os poucos políticos fichas limpas e para os presidentes das legendas com compromissos sérios, encontrar um palanque de caciques com ficha limpa. Que têm isso é publico, mas ainda não é notório, porém as raras candidaturas majoritárias ficha limpa não alcançam indicadores de votos suficientes para levar juntos os candidatos à Assembléia Legislativa e principalmente a Câmara Federal.

Se somar as denúncias criminais de alguns caciques e pré-candidatos, os inquéritos em andamentos nas esferas e as sentenças já prolatadas com mandatos de prisão não cumpridos por uso das chamadas imunidades políticas e também as impunidades adquiridas por grana milionárias em bancas de advocacias, se comparado com os detentos do Urso Branco, quase dá para empatar em anos de prisão e crimes cometidos. Olha que dentro do Urso Branco tem mais honra e código de ética e respeito mútuo entre si, que dentro da política rondoniense.

É um quebra queixo sem precedente. Todo mundo trai, todo mundo, que a tal ASCRON parece casa de mulher honrada que nunca traiu marido algum. Como não bastasse, começam os insultos e ofensas familiares nos tais encontros regionais das legendas, que dá uma noção clara de como devem se comportar os chefões donos dos palanques e das legendas partidárias e acima de tudo a falta de um quadro ético nestas eleições gerais de 2010.

A política nacional dos escândalos, das corrupções e dos conchavos visando somente o poder pelo simples poder já tomou conta da política regional. As legendas partidárias, na sua grande maioria, deixaram de ser instrumento de lutas sociais, de oportunidades de erradicar através dos políticos eleitos as duras mazelas de violência, falta de empregos, fome, falta de saúde e atendimentos hospitalares e inclusive a falta de um norte educacional capaz de encaminhar os jovens para uma profissão e bem longe das drogas.

O que me resta em quanto o meu PSB não define em que ninho vai pousar é repetir “Se ficar o bicho pega e se correr o bicho come. Come é difícil arrumar palanque limpo em Rondônia”. Espero não ficar sem a minha vaga nas convenções por falar a verdade nua e crua.

· O autor João Serra Cipriano é jornalista e suplente de deputado federal pelo PSB-RO


 

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