Terça-feira, 25 de outubro de 2011 - 14h59
A Universidade Pública é um desses espaços em que a sociedade brasileira mais se faz representar. Ali estudamos, estudam nossos filhos/filhas e estudarão nossos netos/netas. Ali se produz reflexão intelectual e se preparam nossos dirigentes. Ali se produz capacidade de criticar e de se posicionar, enfim, ali se constrói a qualidade futura de nosso país.
Uma pena que poucas pessoas da sociedade rondoniense tiveram a oportunidade de ir ao Campus nos últimos meses e ver a situação caótica de sujeira e abandono que ali havia. Ninguém de nós teria coragem de levar um visitante de nosso Estado para apresentar aquele como sendo o centro de tudo o que uma Universidade ensina; uma pena que poucos conversaram com discentes dos cursos mais novos para saber a quantos andavam esses cursos, especialmente aqueles que precisavam de material técnico; uma pena que poucos tiveram a oportunidade de ver as condições de algumas salas do campi de Rolim de Moura. Enfim, uma pena que, como sociedade, ficamos tão alheios ao que ali acontecia.
Os poucos de nós que tivemos contato com essa realidade não sabíamos direito o que estava acontecendo. Por fim, nos restava pensar que o ensino universitário está mesmo abandonado pelo governo federal, que não repassa os recursos devidos para dar condições suficientes para o funcionamento da Instituição.
Agora, a greve de alunos e professores expõe as vísceras da UNIR e nos assustamos com o que ouvimos e lemos. Jovens alunos e alunas expõem claramente que não esperam solução a curto prazo, mas que não aceitam mais a direção do reitor, a quem acusam de ser o responsável pela má administração dessa Instituição Federal que nos é tão querida e importante.
Não é novidade que o reitor se defenda e procure negar as acusações, nem que alguns professores se coloquem em sua defesa, entretanto, é muito estranho que um senador da república seja identificado como seu protetor e o defenda com unhas e dentes como se fosse parte de seu mandato; é estranho que esse senador seja peça importante do governo federal, ou seja, se defende o reitor expõe a má atenção federal à UNIR e, se defende seu governo, expõe seu reitor à acusação de incompetência administrativa.
É estranho que a sociedade fique apática diante da greve como se essa fosse de uma empresa privada, formada por meia dúzia de abastados funcionários, e não a instituição mais importante de ensino superior que temos em nosso Estado.
Assim, seria interessante que os líderes políticos, religiosos, OAB e outros movimentos procurassem se inteirar um pouco mais do que está acontecendo para que haja uma resolução, a justiça seja feita e as aulas voltem ao normal para que o semestre não se perca.
De minha parte, como ex aluno, pai de aluna, pastor presbiteriano e presidente regional do PSOL, manifesto o apoio à greve e desejo que a melhor solução seja alcançada o mais rápido possível. A UNIR é nossa, portanto, é nosso dever lutar por ela.
Fonte: Aluizio Vidal – pastor, psicólogo, professor e presidente regional do PSOL
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