Sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 - 14h16
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Diogo Tobias Filho*
A essencialidade da segurança pública é o fator preponderante dos imensos transtornos causados pela paralisação dos policiais militares no Estado, isto porque, não são os engravatados de gabinete, tampouco o oficialato que garante a segurança dos cidadãos, mas, sim, os soldados que estão patrulhando as ruas.
Isto não subtrai o valor da causa justa: a luta ferrenha por melhores soldos para a corporação. Pelo contrário, o movimento das mulheres dos policiais é justíssimo conquanto o que se ganha para enfrentar a violência das cidades é ínfimo, imerecido e despe de dignidade inúmeras famílias de homens que saem para o trabalho carregando a incerteza da volta ao lar.
Nada melhor do que suas companheiras para entender que o provento recebido não propicia vida digna nem fecha as contas no final do mês. Pelo veto da lei ao direito de greve da PM, elas assumem com coragem a luta pela valorização dos seus maridos fardados na expectativa de conseguir uma remuneração mais justa para o sustento dos seus.
Não é fácil lutar por melhorias salariais, sobremodo porque o Governador e seus secretários ganham muito bem e nunca sentiram na pele o que é sobreviver trinta dias com pouco dinheiro. Esta elite burguesa jamais aceitaria gerir suas responsabilidades com o salário de um policial, de um professor ou de um servidor das categorias mais “numerosas”. Soma-se ao cabedal de desfavores inerentes à profissão militar o fato das cidades maiores de Rondônia estarem com custos de vida nas alturas.
Do lado da gestão do Estado, o sucateamento dos serviços públicos é desalentador. Saúde, educação e segurança pública percorrem o caminho inverso ao da arrecadação de impostos. O que o contribuinte retira do bolso para repassar ao Estado já estacionou no limite do insuportável. Os serviços públicos disponíveis também.
Há distorções salariais criadas por sucessivos governos ruins de gerenciamento e isto atualmente leva a estrutura social à bancarrota, sobretudo porque, paralelo ao aumento gigantesco da arrecadação de impostos, caminha a criação de cargos e funções gratificadas inúteis cujo fito é a acomodação de apadrinhados políticos de apoiadores de campanha. Os recentes escândalos de desvios dos recursos públicos comprovam a tese.
Que me perdoe a sociedade atingida pelo movimento dos policiais, mas eles têm a mais irrefutável das razões para protestar. Atividade de risco deve ser bem remunerada. Mas a mentalidade burguesa e egoísta dos medíocres políticos de Rondônia, os quais se julgam donos do dinheiro do contribuinte, impede a dignidade e a felicidade do justo soldo aos policiais.
Como diria o poeta Vinicius de Moraes: “A felicidade é como a pluma/ Que o vento vai levando pelo ar/ Voa tão leve/ Mas tem a vida breve/ Precisa que haja vento sem parar.” O movimento das mulheres dos soldados é o vento que tem coragem para soprar!
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