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Olho vivo eleitor!


Olho vivo eleitor! - Gente de Opinião

A corrida eleitoral para os governos federal, estadual, e para as funções legislativas, como senado, câmara dos deputados e assembleia, se desenvolve em ritmo frenético, com os partidos e eventuais candidatos se articulando para composições de chapas. É o salve-se quem puder, numa disputa insana da qual só os mais fortes e espertos sobrevivem, enquanto os fracos são atropelados pelo rolo compressor dos “Mateus, primeiro os meus”.

Embora ainda haja muita água para correr debaixo da ponte até que se conheça os vitoriosos para os mais diferentes postos da República, observadores apressados, quase sempre voltados para seus próprios privilégios ou de grupos, já começaram a emitir prognósticos, principalmente para o governo de Rondônia. Por isso manda o bom-senso que o eleitor fique atento para a importância das eleições que se avizinham, para, depois, não chorar pelo leite derramado.

Lembre-se de que votar é coisa séria. Antes de escolher o candidato de sua preferência, faça uma avaliação do quadro atual. Se a opção recair sobre alguém que está no exercício do mandato, seja governador, senador, deputado federal ou estadual, analise a atuação do candidato, sua conduta e decisões diante de assuntos de interesse da população, pois muitos simplesmente nada produziram em proveito da sociedade, mas, com certeza, vão querer continuar, mesmo que para isso tenham que usar dos mais torpes e inescrupulosos expedientes.

Cuidado com os políticos profissionais, acostumados a enganar a consciência de desavisados com promessas levianas, que jamais serão cumpridas, e com a distribuição de migalhas às vésperas das eleições, normalmente uma boquinha no serviço público. Cuidado também com as campanhas milionárias, com os candidatos dos grandes capitais, dos bancos, das empreiteiras, com suas generosas doações, mas, depois, cobram o preço da fatura, como é de conhecimento público.

Entre os pretendentes também sempre aparecem os coitadinhos, neófitos, despreparados e incompetentes, que geralmente só querem chegar ao poder para mamar nas flácidas tetas do erário, encher as repartições públicas com apaniguados e cabos eleitorais e selar acordos que nunca serão trazidos à luz do sol. São lobos travestidos de cordeiros. Depois que são empossados transformam o mandato político em balcão de negócios espúrios. São capazes de vender a própria alma ao diabo em troca de um pixuleco.  

Compreendo que não é tarefa fácil separar o trigo em meio a tanto joio, mas não é impossível. Em todos os segmentos da sociedade existem bons e maus. Na política, porém, não é diferente. Basta que se observe o cenário de maneira desapaixonada. Há figuras queridas e respeitadas na política nacional. Por que insistir na política da demagogia, da esperteza e da roubalheira? Vamos dizer um sonoro não a essa gente, aos políticos vira-casacas, ases na arte da malandragem! 

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