Quinta-feira, 24 de outubro de 2024 - 15h00

O PT insiste em querer vestir a
indumentária de protagonista da oposição nacional, achando que ainda tem algum
peso na balança eleitoral, mas isso, definitivamente, ficou no passado, mais
precisamente nos anos oitenta e noventa, em cuja sigla votei nas campanhas de
Lula para presidente da República contra Fernando Collor e Fernando Henrique
Cardoso. O PT de hoje não tem nada que ver com o PT daquela época. Foi
completamente desfigurado em sua essência e objetividade pela ação deletéria de
lideranças políticas nefastas, que colocaram seus mesquinhos interesses acima
dos da população.
O PT que levou milhares de
brasileiros às ruas em manifestações memoráveis, atualmente não consegue organizar
uma torcida de time de várzea. Prova disso é que não elegeu nenhum candidato
para a Câmara Municipal de Porto Velho. Em tempos idos, teve quatro
representantes. Virou um simulacro de partido, uma espécie de convidado
indesejado do tipo que, quando chega à festa de aniversário, logo vira motivo
de chiste entre os comensais. Suas principais lideranças, principalmente o
presidente Lula, não consegue andar tranquilamente pelas ruas do Brasil, e até
fora do país, sem ouvirem palavras de ordem.
Nas eleições de 6 de outubro, o
PT não emplacou um prefeito no estado de Rondônia. Na capital, Porto Velho,
terceirizou a derrota, coligando-se com o PDT. Em São Paulo, a mesma coisa.
Apostou em Boulos, do PSOL, ganhando o direito de indicar a vice, Martha
Suplicy. E vai pegar uma surra do insosso Ricardo Nunes, apesar de a
‘companheirada’ acreditar no impossível. O PT caminha para a extinção. Logo
desaparecerá do cenário político brasileiro. E isso vai acontecer quando o
presidente Lula perdurar as chuteiras. Melhor ir se acostumando com a ideia para
não sofrer tanto quanto esse dia chegar.
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